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ProUni tem menor oferta de bolsas integrais e para cursos presenciais

O volume de bolsas integrais do ProUni (Programa Universidade Para Todos) —direcionadas aos alunos mais pobres— vem caindo, enquanto avança a oferta de subsídios para cursos de EAD (educação a distância), em geral de menor qualidade. Além disso, as vagas EAD passaram a dominar a modalidade de bolsas integrais.

quinta-feira 4 de julho| Edição do dia

O volume de bolsas integrais do ProUni (Programa Universidade Para Todos) —direcionadas aos alunos mais pobres— vem caindo, enquanto avança a oferta de subsídios para cursos de EAD (educação a distância), em geral de menor qualidade. Além disso, as vagas EAD passaram a dominar a modalidade de bolsas integrais.

Alterações no perfil de bolsas têm ocorrido pelo menos desde 2016 e se intensificaram neste ano, sob o governo Jair Bolsonaro (PSL). Uma importante demonstração do caminho de ataques criado desde o golpe institucional, e que mobilizou milhares de estudantes há poucos meses para defender a educação contra os cortes de verbas para as universidades e institutos federais.

Mas agora com essa situação do PROUNI, na prática, estudantes de baixa renda têm tido menos opções, e cada vez mais se reforça o projeto elitista de universidade.

Criado em 2005, o ProUni teve, até 2015, em média 69% das bolsas na modalidade integral. Esses benefícios são voltados para estudantes com renda per capita de até 1,5 salário mínimo. O restante é parcial (o aluno precisa pagar metade das mensalidades) e o limite de renda por pessoa sobe para até 3,5 salários mínimos.

Em 2015, por exemplo, 62% das bolsas eram integrais. Neste ano, esse percentual caiu para 45% do total. Dentro do universo dos subsídios integrais, 25% foram de EAD em 2015. Já neste ano, esse índice subiu para 45%. Se consideradas apenas as bolsas do segundo semestre, o percentual foi de 51%.

O EAD correspondia, no total, a 20% das vagas em 2015 e passou a representar 26% neste ano. O setor superior privado registrou 25% das matrículas no ensino a distância em 2017 (dado mais recente), o que segue a tendência geral das bolsas.

Essa é a lamentável situação que se encontra a juventude trabalhadora, expulsa das universidade públicas pelo filtro social do vestibular, e que conta com menos condições hoje para chegar ao ensino superior. Nós da Juventude Faísca - Anticapitalista e Revolucionária, sempre denunciamos as escolhas dos governos petistas em precarizar o ensino público enquanto enchia o bolso dos tubarões do ensino através do ProUni e do Fies. Mas frente a todo ataque as universidades privadas, nós também sempre fomos intransigentes em exigir anistia imediata de todas as dívidas dos estudantes e as rematriculas imediatas.

Frente a crise que se coloca hoje na educação, nós seguimos levantando um programa de reivindicações que passe por acabar com o vestibular, estatizar as universidades privadas e garantindo assim que a maioria da juventude possa verdadeiramente entrar na universidade.




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