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Primeiras baixas no gabinete de Trump antes de assumir

Donald Trump ainda nem começou seu mandato, mas já está provocando vários inconvenientes: tem se produzido as primeiras baixas na equipe de transição do presidente eleito.

quarta-feira 16 de novembro de 2016| Edição do dia

Alguns nomes que foram vetados antes do início

O ex-congressista republicano Mike Rogers, assessor de segurança nacional, abandonou repentinamente seu cargo como assessor de segurança nacional da equipe de transição de Trump a pedido de seus responsáveis. Quatro dias antes, Mike Pence, o vice presidente eleito, substituiu a Cris Christie, que antes de 08 de Novembro, havia sido representante de Trump nas reuniões com a Casa Branca, como chefe de equipe de transição. Pence ainda não assinou os documentos legais necessários para gerir a transferência de poderes. Mathew Feedman, perito em defesa e política exterior, também abandonou a equipe do magnata.

Estes são alguns dos nomes que expressam as dificuldades (que recém começaram) que terão que superar Trump na hora de montar sua equipe de governo.

Outro que foi vetado antes de começar foi o neurocirurgião afroamericano e ex candidato nas primarias do Partido Republicano, Bem Carson. No entanto, declarou que seguira sendo um “assessor informal”. Carson afirmou que será “fora da administração” onde melhor colaborara com o novo governo. O nome do neurocirurgião retirado soou como possível diretor do Departamento de Educação e do Departamento de Saúde e Serviços Sociais.

Eliot Cohen,ex-acessor da ex-secretária de Estadode George W. Bush, Condolezza Rice, argumentou para que não fazem parte da administração de Trump. Na rede social Twitter declarou que “Depois de um intercâmbio com a equipe de transição de Trump, tem mudado minha recomendação: afastem-se. Estão zangados, são arrogantes, gritam “vocês perderam” antes das eleições, Cohen redigiu uma carta em que se opunha à candidatura de Trump e que foi assinada por 122 republicanos especialistas em segurança nacional.

Dois funcionários da segurança nacional disseram que a equipe de Trump manejou os temas com lentidão e ainda não contactou completamente com o pessoal de segurança e inteligência que estava pronto para ajuda-lo.

Trump tem sérias dificuldades, sobretudo, em nomear aos funcionários de estruturas de segurança diante da relutância de vários nomes em trabalhar para ele.
Os que já deram o sim foram Reince Priebus, atual presidente do Comitê Nacional Republicano e um homem do establishment, quem será o chefe de gabinete, e o racista Steve Bannon, ex-diretor de um portal de extrema direita, foi nomeado como estrategista chefe e conselheiro sênior.

Além disso, soam os nomes do senador por Alabama Juff Sessions e o executivo de Wall Street Steve Mnuchin. Sessions, um dos aliados mais próximos do magnata em Washington, poderia ser Secretário de Defesa, enquanto Mnuchin é o candidato principal para secretário do Tesouro.

Por outro lado, o presidente da Câmara de Representantes dos Estados Unidos, o republicano Paul Ryan, foi reeleito esta terça-feira com unanimidade por seu partido. Os legisladores conservadores fecharam fileiras em torno de Ryan a quem nomearam como candidato ao cargo depois de seu enfrentamento durante a campanha eleitoral com o republicano Donald Trump, o futuro mandatário. Ryan decidiu em Outubro deixar de fazer campanha por Trump depois da difusão de um vídeo de 2005 em que o multimilionário nova-iorquino falava em termos machistas.

(Hipócritas) Criticas democratas

O líder da minoria democrata do Senado dos Estados Unidos, Harry Reid, criticou ontem a nomeação de Stephen Bannon como principal estrategista do Governo Trump, e pediu ao mandatario eleito que o despedisse dessa “unidade” do país. Reid afirmou que “se Trump busca seriamente a unidade, o primeiro que deve fazer é rescindir a nomeação de Steve Bannon”.

Reid, que segundo se aposentará em Janeiro na próxima sessão do Lagislativo acrescentou: “assuma sua responsabilidade, a dignidade do cargo... Deixe de se esconder por de trás de sua conta no Twitter

O senador criticou também o apoio da Ku Klux Klan a Trump. “Tenhamos a responsabilidade decidir que não é normal que a KKK, celebre a eleição de um presidente que veem como seu campeão com um desfile da vitória” declarou. “ tenhamos a responsabilidade de ser a voz de milhões de estadunidense sentados em casa temerosos ao já não ser benvindos nos Estados Unidos de Trumo”, alertou.

Talvez tivesse que recordar a Reid que sub a administração democrata, que diz representar os interesses das minorias, não trouxe nenhuma melhora substancial. Apesar das promessas de Obama, seu governo teve registro mais altos de deportação de imigrantes: quase 2 milhões




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