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Presos são torturados por exército no Rio de Janeiro

Oito pessoas que foram presas durante uma operação do Exército no Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, denunciaram a justiça e a defensoria Pública que foram vítimas de uma sessão de tortura dentro de um quartel, na Zona Oeste. Quatro destes colocaram em depoimentos, em três ocasiões diferentes, que foram espancados com pedaços de madeiras e levaram chicotadas com fios elétricos dentro de uma ''sala vermelha'' no quartel.

sexta-feira 26 de outubro| Edição do dia

Os depoimentos foram dados nas audiências de custódia na Justiça Comum e na Justiça Militar, no dia 23 de agosto, e durante uma visita de três defensores públicos ao presídio onde estão detidos, em 27 de setembro. Já o jovem que fez a denúncia foi apresentado na Vara da Infância e da Juventude, um dia após ser preso.

O jornal ’Extra’ conseguiu ter acesso aos relatos. Os presos falaram que foram levados do Complexo da Penha para a Vila Militar no início da manhã do dia 20.

Alguns relataram que, ainda no jipe do Exército, levaram choque com armas teaser e jatos de spray de pimenta no rosto. Os quatros que foram presos que afirmam ter sido espancados dentro do quartel dão a mesma versão contada.

De acordo com um dos presos ’’foi feito um interrogatório violento’’. Os militares perguntavam sobre traficantes do Complexo da Penha. Quando responderam que não sabiam, apanhavam com madeiradas na nuca e chicotadas com fio elétrico nas costas’’. Outra pessoa conta ter sido ’’ameaçado de ser sufocado com um saco plástico’’ e durante a sessão de tortura e afirmou que ’’chegaram a colocar um preservativo num cabo de vassoura para assustá-lo.

As lesões foram comprovadas por uma médica durante a audiência de custódia. De acordo com exames de integridade física feitos na audiência, três dias após as prisões, ’’há vestígios de lesão a integridade corporal ou a saúde da pessoa examinada com possível nexo causal e temporal ao evento alegado’’.

Com o avanço da extrema direita, materializada na candidatura do reacionário Jair Bolsonaro, abrem-se brechas para atos de tortura e barbárie como aconteceu com os presos do Rio de Janeiro. É preciso repudiar este tipo de ação, não importa com quem seja, pois certamente irá se voltar contra os trabalhadores, a esquerda e a qualquer um questione um possível governo de Jair Bolsonaro.




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