Política

LIBERDADE AOS PRESOS DE BRASILIA

Presos e feridos em manifestação. Temer comemora "vitória extraordinária"

Dezenas de pessoas foram presas no ato em Brasília, nessa terça-feira, que lutava contra a aprovação da PEC 55 que irá atacar saúde, educação, todos os direitos sociais. São 74 detidos noticiados, desses 40 da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e 6 menores, o governo se usou de muita repressão, com cavalaria, gás e uso de bala de borracha para aprovar suas medidas antipopulares em cima do futuros dos jovens.

Iaci Maria

Estudante de Pedagogia da PUC-SP

terça-feira 13 de dezembro de 2016| Edição do dia

Frente a tantos detidos o Governo Temer soltou uma nota chamando de “Vitória extraordinária” a votação da PEC 55. Em uma votação relâmpago o governo aprovou uma das principais medidas de ataque a juventude e a toda população, enquanto estouram denuncias dos inúmeros privilégios dos políticos e empresários que usam do dinheiro publico como subornos e garantias de interesses pessoais, a mídia e o governo querem tentar fazer a população acreditar que o problema é a previdência e os “gastos públicos” que para eles diz respeito as demandas sociais, uma vez que seus privilégios e super salários se mantém.

Frente a enorme crise política e a desaprovação do governo, a repressão policial foi usada em atos por todo o Brasil, em Pernambuco, Porto Alegre e Brasília, para impor a força a votação da medida antipopular. Os atos expressão o ódio da juventude aos ataques, que já vem se mostrando nas ocupações que tomaram diversas universidades e escolas pelo país. Dentre os presos a maioria estuda na UFMG, universidade que permanece ocupada em defesa da educação, saúde e contra a PEC55.

Temer destacou também que essa matéria jamais foi tentada por outro governante desde a Constituição de 1988, admitindo as modificações reacionárias na constituição, caracteriza seu governo como “marcado por coragem". "É preciso coragem para governar e coragem nós temos", a coragem de Temer em reprimir as manifestações, na realidade também é parte do desespero de um governo que entre a impopularidade e a pressão dos empresários nacionais e internacionais pelos ajustes.

Ainda que a juventude tenha mostrado sua vontade de resistir, assim como setores do funcionalismo, para derrotar os ataques é necessário a saída organizada dos trabalhadores, realizando uma jornada de luta com paralisações, greves e atos. Até agora a raiva contida na camada de trabalhadores que vem seus direitos cortados não puderam se expressar graças a trégua da burocracia sindical.

Mais de 60% da população é contra a PEC, e existe um rechaço generalizado aos privilégios dos políticos. Para que esse rechaço se transforme em organização é preciso superar a trégua das centrais sindicais petistas CUT e CTB, que falam em “greve geral” mas na pratica não constroem a mobilização na base, fazendo dias esparsos e desorganizados, porque não pretende armar uma grande luta dos trabalhadores junto a juventude, mas sim construir a possível eleição do Lula em 2018. A UNE também contribui com essa separação.

Exigimos a imediata libertação de todos os presos, e as centrais sindicais romperem com a trégua e organizarem um plano de luta ativo que passe agora por lutar pela liberdade dos presos em Brasília.




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