Política

PRIVILÉGIOS ATÉ NA CADEIA

Presos da Lava-Jato recebem comida de restaurante enquanto presos comuns pegam tuberculose

domingo 26 de novembro| Edição do dia

Os privilégios dos políticos não acabam nem dentro das penitenciárias. São conhecidas as absurdas condições das penitenciárias brasileiras, com superlotação, falta de higiene mínima, proliferação de doenças e outros crimes contra a população carcerária, que em sua maioria são negros, pobres e que em grande parte sequer passaram por um julgamento.

Os presos da Lava-Jato, como Sérgio Cabral, Adriana Ancelmo, Picciani, entre outros, não amargam os absurdos criados pelo estado que eles geriam. A promotora do Ministério Público estadual Elisa Fraga deu entrevista à Globo falando sobre a entrada irregular de alimentos. Ela disse: "Nós recebemos uma informação de que estavam ingressando alimentos oriundos de restaurantes para a alimentação dos presos das operações Calicute, Lava Jato, C’est Fini".

Entre os alimentos encontrados estão camarão, bacalhau, queijo de cabra, presunto importado e risoto de frango, refrigerante, matte e iogurte. As regras do presídio de Benfica permitem que as famílias levem aos presos alimentos in natura, ou seja, não cozidos e preparados. O que chamou a atenção do MP, no entanto, não foi apenas que havia alimentos proibidos, mas também que eles estavam em embalagens iguais e eram distribuídos para todos esses presos "diferenciados".

Contudo, não são apenas os alimentos diferentes que garantem os privilégios dos políticos presos. Eles também têm lençóis e toalhas melhores e até mesmo colchões: eles utilizam os que pertenceram aos atletas nas Olimpíadas. Na ala feminina, apenas na cela de Adriana Ancelmo há um colchão assim. Evidentemente, também não estão entuchados em celas superlotadas como todos os demais presos de Benfica.

Enquanto isso, os presos comuns amargam situações como a que enfrentou Rafael Braga, que contraiu tuberculose dentro do presídio, uma doença que deveria ter sido já erradicada, mas que sobrevive graças à miséria criada pelo capitalismo. Para os negros e pobres, uma cadeia totalmente diferente do que para os que roubaram milhões de dinheiro público e garantiram os negócios dos capitalistas.




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