Política

REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Presidente do Bradesco diz que idade mínima de aposentadoria é um consenso entre brasileiros

O banqueiro ignora os 97% de rejeição de Temer e sua politica, as impactantes greves gerais (mesmo com boicote das centrais) do ano passado e a enorme dificuldade de passar a reforma.

segunda-feira 22 de janeiro| Edição do dia

O diretor-presidente do Bradesco, Luiz Trabuco irá participar do Fórum Econômico Mundial na Suiça, que começa nesta terça-feira(23) e diz que idade mínima de aposentadoria é um consenso entre os brasileiros.

"A idade mínima de aposentadoria já é um consenso entre os brasileiros, e a reforma da Previdência vai acontecer neste governo ou no próximo" foi o que disse ao levar mensagem aos investidores do FEM o diretor-presidente do Bradesco, Luiz Trabuco.

Em entrevista à Folha de São Paulo, Trabuco disse que não se pode subestimar a importância da política monetária para o crescimento do Brasil e que, para isso é preciso ter um equilíbrio fiscal. Completou dizendo que discutir a reforma da previdência é discutir finanças públicas e que no Brasil há uma divida social muito intensa.

O que Trabuco não diz, é que a discussão sobre finanças públicas deve ser feita pensando nos altos salários dos políticos e seus privilégios, e nas dívidas dos bancos com o PPI (Programa de Parcerias de Investimentos), por exemplo, e não querer descontar as dívidas dos empresários e do governo sobre os trabalhadores, como faz Temer.

Dizer que a reforma da previdência é um consenso entre os brasileiros, é ignorar o governo Temer tendo que fazer várias articulações para enganar os brasileiros sobre a reforma da previdência, como ter que colocar o Google, a Globo, o SBT e quase todo jornal burguês à serviço de manipular as informações sobre a reforma.

Também é ignorar à força que teve as greves gerais de 2017, em que os trabalhadores fizeram grandes paralisações contra as reformas do governo Temer, e que só não teve maior enfrentamento com o governo por conta da traição das centrais sindicais como CUT e CTB, que por conta de acordos de interesse exclusos, como o imposto sindical, traíram à luta dos trabalhadores.

Leia entrevista completa aqui.

Imagem: Blog - Voz da Bahia - A Bahia tem Voz!




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