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LAVA JATO

Presidente da Eletronuclear é preso em nova fase da Operação Lava Jato

A Polícia Federal (PF) prendeu nesta terça-feira o presidente da Eletronuclear, Othon Luiz Pinheiro da Silva, na 16ª fase da Operação Lava Jato, por indícios de propina para diretores da empresa.

quarta-feira 29 de julho de 2015| Edição do dia

O juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal Criminal do Paraná, decretou o bloqueio de até R$ 60 milhões das contas de Othon Luiz Pinheiro da Silva, ex-presidente da Eletronuclear, e de Flávio David Barra, executivo da Andrade Gutierrez, presos nesta terça-feira na 16ª fase da Operação Lava-Jato.

Também foi realizado o bloqueio nas contas da Aratec Engenharia Consultoria & Representações Ltda, pertencente a Othon. Em cada uma das contas o bloqueio foi de R$ 20 milhões. Somente na Aratec, o valor recebido em propinas seria de R$ 9,8 milhões, de acordo com a Justiça do Paraná.

O mandatário, que se afastou do cargo desde começou a ser investigado, em abril, foi detido em uma operação de busca de provas de supostos desvios de recursos públicos nos contratos de construção da usina nuclear Angra 3, segundo informou a PF.

Os contratos para a construção da terceira usina nuclear brasileira ligavam a subsidiária da Eletrobras a várias das mesmas empresas acusadas de desviar recursos em contratos com a Petrobras.

Ao longo da operação foram inspecionadas 23 residências e escritórios no Rio de Janeiro, Brasília, Niterói, São Paulo e Barueri. Um dos escritórios inspecionados nesta terça-feira pela Polícia Federal, que mobilizou a 180 agentes na operação, foi a sede da Eletronuclear em Brasília.

As supostas irregularidades são investigadas pelo fato de Dalton Avancini, ex-presidente da Camargo Correa, ter confessado que as obras de Angra 3 tiveram licitações vencidas por empresas que ofereceram propinas a dirigentes da Eletrobras e do PMDB.

Segundo o empresário, o suborno era equivalente a 1% do valor de cada contrato da Eletrobras com as diferentes construtoras, entre as quais estava a Camargo Corrêa.

Esquerda Diário/EFE




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