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Presidente da Câmara pressiona pela aprovação da Reforma Política contra a esquerda

sexta-feira 14 de outubro| Edição do dia

Para Rodrigo Maia, a reforma deve ter um foco especial na próxima semana, alegando ser uma nova página após o fim do financiamento privado. Casando com os cortes pautados pelo governo golpista de Temer, coloca como se o debate sobre o financiamento privado de campanha fosse uma "página virada" e, a saída para isso ser constituir um fundo com dinheiro público para financiar a campanha dos partidos, cláusula que ainda não foi fechada pelos golpistas.

O que não R. Maia não pode falar é que mesmo sem o financiamento privado das campanhas, o que vemos nas últimas eleições foram candidatos milionários, financiando suas próprias campanhas, como o tucano João Doria Júnior. Como mostramos aqui, longe de ser uma “página virada”, esses milionários estão montando suas bancadas para aprovar medidas como o trabalho por 12 horas diárias, medidas de acordo com seus interesses, com dinheiro fruto da exploração de milhares de trabalhadores.

Como mostramos aqui, o projeto visa limitar o número de partido, atacando diretamente os partidos de esquerda, movimentos de trabalhadores, mulheres, negros, lgbts, etc. Conta com a inclusão de uma cláusula de barreira que daria qualquer segundo de tempo de TV e também ao fundo partidário apenas aqueles partidos que alcançassem 2% dos votos para deputado federal em âmbito nacional, contando com a mesma porcentagem em ao menos 14 estados.

O sucesso de Eduardo Cunha na presidência da Câmara, recebeu apoio do PT para o posto como "mal menor", porém, apenas é um "mal menor" para o PT que não é diretamente afetado pela reforma. O conjunto da esquerda e da classe trabalhadora, que busca alavancar suas representações políticas que é golpeada diretamente. As grandes figuras reacionárias como Bolsonaros e Felicianos encontrarão, sem dúvidas, espaço em outros partidos burgues. Pori sso é necessário que não nos calemos enquanto esquerda, emplacar uma campanha unificada contra essa reforma reacionária e todos os ajustes do governo Temer.




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