Política

Presidente da Câmara acelera corte no auxílio-doença e aposentadoria

Guilherme de Almeida Soares

São José dos Campos

terça-feira 8 de novembro| Edição do dia

O presidente da Câmara dos deputados, Rodrigo Maia (DEM), defendeu a aprovação do regime de urgência regimental pelo Plenário da Câmara do projeto que estabelece a revisão do auxilio-doença e aposentadoria por invalidez.

Maia destacou que, mesmo tramitando em regime de urgência, que tranca a pauta do Plenário após 45 dias de sua edição, pretende votar a urgência do regimental da matéria pelo Plenário nesta terça - feira, para que o texto seja apreciado já na quarta.

O objetivo da aprovação da urgência regimental é para agilizar o trâmite da proposta e permitir que o texto seja votado pela Casa independente de prazos e apresentação de relatório em comissão. De acordo com o Regimento da Câmara, a também chamada ’’urgência urgentíssima’’, se aprovada em matéria com urgência, tranca a pauta no Plenário.

Os deputados tem urgência para atacar os trabalhadores

Por trás de discursos burocráticos feitos por deputados para implementar esta medidas, a única urgência que possui estes senhores é em atacar os trabalhadores e os demais setores populares da sociedade. Com a desculpa de que a revisão do INSS pode arrecadar no ano que vem 8 bilhões de dólar, Rodrigo Maia ao colocar em votação esta medida porque pretende fazer com que os grandes empresários e banqueiros aumente a sua taxa de lucro.

Os deputados sabem que se conseguir implementar este projeto, poderão conseguir uma relativa estabilidade para impor outros ataques contra os trabalhadores. Frente ao cenário de crise política que o país está passando, onde a Lava Jato de todas as maneiras pressiona Temer e os deputados para implementar as medidas impopulares que o imperialismo quer, conseguir uma relativa estabilidade para assegurar os seus cargos.

Enquanto os deputados federais usufruem de inúmeros privilégios, os mesmos querem que os trabalhadores morram de tanto trabalhar. Esta medida é interessante para os grandes empresários e banqueiros, pois com a desculpa de que os trabalhadores usam o INSS sem estar doente, abre espaço para que ocorra mais demissões e que faça exploração do trabalho se torne algo sem limites.

Enquanto os trabalhadores sofrem com mais este brutal ataque, a CUT e a CTB se fazem de morta. Como já havíamos denunciando aqui, hoje existe um acordo de trégua entre estas centrais sindicais com o governo golpista de Temer. Esta trégua de um lado, é reflexo da orientação de Lula para que os petistas não incendeiem o país. Se estas centrais sindicais tivessem comprometidas com a luta dos trabalhadores, estariam fazendo um escândalo publico por causa desta votação.




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