Política

USO MEDICINAL DA CANNABIS

Presidente da Anvisa sofre represálias do Governo por defesa de plantio de Cannabis

quarta-feira 2 de outubro| Edição do dia

O diretor-presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) William Dib, está sendo alvo de críticas feitas por membros do reacionário governo Bolsonaro por defender o aval ao plantio de Cannabis medicinal.

Com a discussão marcada para terça-feira (8), se a proposta for aprovada poderia levar em torno de um ano para que medicamentos à base de Cannabis chegassem ao mercado.

Membros do governo e seus aliados demostram ser contrários a proposta, como o diretor da Anvisa Antônio Barra Torres, que tomou posse em agosto por indicação do governo Bolsonaro. Em sabatina no Senado antes de assumir o cargo, o médico e militar alegou ter ressalvas referentes ao aval do plantio.

A possibilidade de que o Estado autorize o plantio de Cannabis para fins medicinais e científicos consta da lei 11.343, de 2006, que nunca foi regulamentada. Os interesses das grandes empresas que fazem parte da indústria farmacêutica mais uma vez são colocados acima da saúde da população, que poderia ser beneficiada com estudos e regulamentação de medicamentos que possuem em sua composição o Cannabis.

O governo Bolsonaro, mostrando a que veio, segue a linha de defesa dos lucros dos grandes empresários, e do conservadorismo de extrema direita, contra os interesses da população.




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