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ELEIÇÕES 2018

Presidenciável Álvaro Dias é repudiado por professores em ato contra repressão

Álvaro Dias, presidenciável pelo Podemos e atualmente senador pelo Paraná, foi relembrado (com nenhuma saudade) pelos professores deste estado em manifestação no final de agosto.

segunda-feira 17 de setembro| Edição do dia

A manifestação, dentre outras reivindicações, foi para relembrar e ecoar mais uma vez, em 30 anos, o repúdio dos professores pela repressão policial absurda que sofreram no governo deste senhor, em 30 de agosto de 1988.

Naquele ano, os educadores se organizavam em greve por melhores condições de trabalho e salário, pautas estas que infelizmente se repetem em várias mobilizações pelo país até hoje, mostrando o projeto de falência da educação pública que a classe dominante sempre quis impor. Em um movimento fortíssimo e com apoio popular, também ocupavam na época a Assembleia Legislativa do estado. No dia 30, em ato da greve em frente ao Palácio Iguaçu, sede do governo estadual, as professoras e professores foram brutalmente reprimidos pela Tropa de Choque da polícia militar a mando de Álvaro Dias.

Há 30 anos, manifestações são organizadas todos os anos em repúdio àquela repressão. E há 3 anos, na mesma manifestação, os professores repudiam também ao ataque que sofreram, de mesma gravidade, do então governador Beto Richa, do PSDB, no fatídico 29 de abril de 2015. Também foi uma greve de grandes proporções, e uma repressão policial extremamente violenta, que deixou vários com ferimentos graves.

Álvaro Dias se soma a Richa e tantos outros governantes que sempre trataram a luta dos professores em defesa da educação pública como caso de polícia: o trio Geraldo Alckmin, José Serra e Mário Covas do PSDB em São Paulo, Fernando Pimentel do PT em Minas Gerais, José Ivo Sartori do MDB no Rio Grande do Sul, Sergio Cabral e Luiz Fernando Pezão do MDB no Rio de Janeiro, e mais tantos outros. Todos em nome do projeto em favor dos grandes monopólios da educação e contra o direito dos filhos da classe trabalhadora de terem acesso à educação gratuita e pública, como vemos agora condensado na Reforma do Ensino Médio e na nova BNCC de todos estes e tantos outros golpistas.

Buscam atacar os que defendem esse direito: os professores e os jovens estudantes. Mas mesmo com tantos ataques e repressões a serem repudiados, a resistência destes se mantém.

E, Álvaro Dias, como candidato, obviamente não resgata esse histórico de embate com a educação, mas carrega este currículo para tentar ser o presidente que continuará o que Temer e os demais começaram.




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