Sociedade

MARIELLE FRANCO

Prêmio Dandara é dedicado a Marielle Franco em homenagem na Alerj

Em sessão solene presidida pelas deputadas Renata Souza, Mônica Francisco e Dani Monteiro do PSOL, Marielle Franco recebeu o prêmio Dandara que reconhece anualmente mulheres negras, latino americanas e caribenhas do estado do RJ por sua contribuição na história. A mais de 500 dias de seu assassinato permanece a pergunta: Quem mandou matar Marielle?

quinta-feira 8 de agosto| Edição do dia

Foto: Clívia Mesquita

Nesta quarta (7) em sessão solene presidida pelas deputadas Renata Souza, Mônica Francisco e Dani Monteiro do PSOL na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) a vereadora Marielle Franco foi homenageada com o Prêmio Dandara que reconhece anualmente mulheres negras, latino americanas e caribenhas do estado pela sua contribuição na história.

A cantora Marina Iris abriu a cerimônia do Prêmio Dandara com uma interpretação do samba enredo da Mangueira "História pra ninar gente grande" acompanhada por centenas de pessoas que ocuparam o plenário.

A família de Marielle recebeu o prêmio em nome da vereadora que completaria 40 anos no último dia 27 de julho. Anielle Franco agradeceu a homenagem e todo suporte desde o assassinato político da irmã e o motorista Anderson Gomes em março de 2018. Faixas ao redor do plenário da casa legislativa traziam a mensagem: "Quem mandou matar Marielle?".

O crime contra a Marielle foi um grave crime político, que além de ter retirado a vida de uma mulher negra e de uma parlamentar reconhecida pelas lutas sociais, foi também contra diversos direitos democráticos conquistados. A extrema direita que é contraria a direitos elementares como a liberdade de expressão, mas também o direito da população poder escolher seu próprio candidato, sempre tratou o assassinato de Marielle com bastante desprezo, como quando o deputado Rodrigo Amorim (PSL) quebrou a placa em homenagem a deputada.

Após a aprovação da reforma da previdência na câmara, Bolsonaro se sentiu fortalecido e intensificou suas declarações reacionárias defendendo a ditadura militar e a tortura, chegando de forma absurda a colocar militares e membros do PSL em comissão de mortos e desaparecidos políticos. Vale lembrar que a família Bolsonaro tem conexões com os investigados pelo assassinato de Marielle e longo histórico de defesa das milícias no Rio de Janeiro.

Só é possível fazer justiça e chegar aos mandantes do assassinato com uma forte mobilização que imponha ao Estado uma investigação independente. Onde as instituições garantam a disponibilidade de materiais, arquivos para organismos de direitos humanos, peritos especialistas comprometidos com a causa, e parlamentares do PSOL, representantes de organismos de direitos humanos, de sindicatos, de movimentos de favelas, etc, para que sejam parte da investigação.




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