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Prefeitura de Campinas (SP) ordena a suspensão de passe escolar, universitário e de idosos

O prefeito da cidade de Campinas (SP), Jonas Donizette (PSB), ordenou na última terça-feira (24) a suspensão do passe escolar, universitário e de idosos. Segundo Jonas, a intenção é restringir a circulação de pessoas na cidade. Trata-se de uma medida autoritária, uma vez que impõe uma “restrição” para um conjunto da população, principalmente setores precários e de baixa renda, que depende do subsídio e tem o transporte público como único meio de locomoção.

quarta-feira 25 de março| Edição do dia

O prefeito da cidade de Campinas (SP), Jonas Donizette (PSB), ordenou na última terça-feira (24) a suspensão do passe escolar e universitário a partir dessa quarta-feira (25). Já a suspensão do passe dos idosos ocorrerá após o encerramento da campanha de vacinação contra a gripe.

Segundo o prefeito, trata-se de uma medida que visa restringir a circulação de pessoas na cidade. Cumprindo, segundo ele, com a recomendação dos infectologistas e da Organização Mundial de Saúde (OMS) de quarentena diante do contágio comunitário do COVID – 19.

Entretanto, é importante destacar o caráter autoritário e de controle social de tal medida. O transporte público é em muitas das vezes a única alternativa para um conjunto da população, principalmente, para os setores mais precários e de baixa renda. Setor esse que independente da crise sanitária instalada necessitam do transporte público para inclusive garantir questões elementares de reprodução da própria vida, tais como, ir ao hospital, supermercados, farmácias, etc. Além daqueles que seguem trabalhando seja por se tratar de um trabalho essencial ou mesmo por conta da própria imposição dos patrões. O Esquerda Diário recebeu denúncias, por exemplo, de jovens que seguem obrigados a trabalhar nos programas de “Jovens Aprendiz”. O passe escolar é essencial para esses jovens. Vale lembrar que Campinas (SP) é uma das cidades com as tarifas mais caras de transporte público do país.

Nesse sentido, a perda desse subsídio em um cenário já de redução drástica do orçamento familiar ou mesmo de desemprego é ainda mais grave. Não se trata apenas de uma medida de controle social que se soma ao próprio controle que os agentes de transito da EMDEC passarão a desenvolver nos ônibus, mas sim um ataque à aqueles que nesse momento são os mais afetados pela pandemia.




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