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Prefeito evangélico, Crivella anuncia que Reveillon de Copacabana será com tema Gospel

Ignorando a laicidade do Estado, o prefeito do Rio , Marcelo Crivella, revelou em entrevista de imprensa na terça-feira dia 3, que a atração de abertura do palco principal no réveillon de Copacabana será gospel. Ele também disse que as demais apresentações dos outros palcos que ficarão espalhados pela praia serão compostas por DJs e, também, por cantores do gênero gospel.

quarta-feira 4 de dezembro| Edição do dia

Marcelo Crivella, sobrinho do Edir Macedo (Dono da Igreja Universal e Rede Record), revelou em entrevista de imprensa na terça-feira dia 3, que a atração de abertura do palco principal no réveillon de Copacabana será gospel. Ele também disse que as demais apresentações dos outros palcos que ficarão espalhados pela praia serão compostas por DJs e, também, por cantores do gênero gospel.

Nessa mesma coletiva, revelaram que a cantora que abrirá o show no palco principal é esposa de um músico que trabalhou diversas vezes com o prefeito. Além disso, dois jornalistas foram impedidos de entrar na entrevista, um dia depois do Crivella ameaçar processar jornalistas por infâmia e calúnia após eles revelarem que está sendo apurado pelo Ministério público do RJ um esquema de corrupção no município.

Crivella parece se esquecer novamente da laicidade do estado. Em outubro de 2017, o bispo evangélico mudou o nome de 42 ruas da Vila do João na Maré para nomes bíblicos sem consultar a população. Atitudes arbitrárias como essas deixam claro o projeto de Crivella de beneficiar sua religião por dentro da política, através de um discurso moralista que chegou a justificar o envio de fiscais à Bienal do Livro para que fosse recolhido uma edição de um livro que mostrava dois super-heróis homens se beijando.

O conservadorismo do prefeito do Rio reforça uma política de apagamento não só da comunidade LGBT, como na censura à Bienal, mas também das religiões de matrizes africanas o impor a sua própria religião, a cristã. É importante termos claro que a laicidade do estado é fundamental para a garantia da liberdade religiosa e diversidade de crenças.

É urgente a separação entre estado e religião para que de fato tenhamos um estado laico que não usa da religião, seja ela qual for, e de moralismo para justificar condutas autoritárias, racistas e homofóbicas dos políticos.




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