Política

NÃO À INTERVENÇÃO FEDERAL

Precisamos derrotar a intervenção Federal no Rio, diz Diana Assunção

sexta-feira 16 de fevereiro| Edição do dia

O golpista Temer tomou uma ação absolutamente repressiva para transformar o Rio de Janeiro, que foi palco do grito de revolta do povo no Carnaval, e contagiou todo o país, contra os ataques do governo, em um experimento repressivo. Frente as tentativas e dificuldades com a reforma da previdência, ele lança essa cortina de fumaça reacionária que abre perigosos precedentes repressivos no país. Essa medida deu superpoderes a um general para ditar as regras de repressão no Rio, colocando-o acima da lei. Essa medida inédita é um claro avanço repressivo e de forças autoritárias no país que precisa ser energicamente combatida.

Essa escalada do autoritarismo do Estado vem disfarçada de combate à violência urbana e ao tráfico de drogas. Pura mentira. O que os golpistas não falam é que o tráfico se apoia nos empresários que transformaram o discurso de “combate às drogas” em algo muito lucrativo para controla-las bem como para lucrar na repressão a toda juventude, sobretudo os pobres e negros.

Vale lembrar como o “combate a violência” é mero discurso, o papel que cumpriu as UPPs, que tinham menos poderes que terão as forças armadas agora, produziu milhares de Amarildos e Marias Eduardas vítimas desse estado repressor que tem como único objetivo calar os trabalhadores e a juventude. A vasta experiência repressiva do Exército no Haiti, também mostra como sua atuação esteve ligada a assassinatos, estupros, para garantir os interesses imperialistas.

Não tenhamos dúvida que serão os negros e os mais pobres as primeiras vítimas dessa intervenção federal. As balas “perdidas” da polícia sempre encontram os negros. A polícia esteve preparada, a mando dos governos e patrões, para reprimir qualquer greve e qualquer luta dos trabalhadores, como reprimiu os trabalhadores do CEDAE contra a privatização, como reprimiu os servidores públicos em luta contra o atraso dos seus salários. É a serviço de aumentar a repressão aos trabalhadores que essa intervenção federal se coloca.

Temos uma tarefa fundamental e imediata contra os ataques do governo. Temos que ir às ruas no dia 19, organizar assembleias de trabalhadores, paralisar onde for possível e exigir das centrais sindicais um plano efetivo de luta contra a reforma da previdência, pela anulação da reforma trabalhista e de todos os ataques dos governos, pelo direito do povo decidir em quem votar e pela revogação desse reacionário decreto do golpista Temer: abaixo a intervenção federal no Rio.

Diversos setores estão aderindo à luta do dia 19, como os professores estaduais e municipais de São Paulo. Devemos nos apoiar nessa disposição de luta pra dizer não aos ataques e não a essa medida reacionária do governo e com a força da luta dos trabalhadores impedir esses avanços autoritários no país para avançar a um questionamento a toda essa podre democracia, impondo uma nova Assembleia Constituinte que permita a classe trabalhadora se livrar de entulhos autoritários da Constituição como esse direito de intervir nos estados, das forças armadas gozarem de impunidade, garantir que todos juízes sejam eleitos e revogáveis e ganhem como uma professora, entre diversos temas políticos, sociais, econômicos, para que toda a população possa debater todos os rumos do país, e assim os revolucionários possam ajudar a mostrar como é preciso avançar em um enfrentamento a toda a burguesia, com um governo operário de ruptura com o capitalismo.




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