Mundo Operário

DEMISSÕES NA LATAM

"Precisamos de uma campanha nacional contra as 2 mil demissões na LATAM", alerta Maíra Machado

Essas demissões na Latam são uma mostra de como o governo Bolsonaro e suas MPs da morte descontam os custos da pandemia sobre as costas da classe trabalhadora duas vezes. Colocamos nossos corpos na linha de frente no combate ao vírus, e pagamos com desemprego e redução salarial.

quarta-feira 10 de junho| Edição do dia

Os trabalhadores aeroviários estão na linha de frente, num dos setores mais impactados pela pandemia. A forma como as companhias aéreas retribuem é com demissões e suspensões salariais. Para Maíra Machado, “essa situação é um absurdo, fazem de tudo para garantir seus lucros, colocando nossas vidas e o sustento de nossas famílias em risco. É preciso dizer um basta. As centrais sindicais tem que se colocar ao lado dos trabalhadores da Latam e mover todas as suas forças para organizar uma grande campanha nacional para barrar essas demissões e começar a reverter essa situação, que é a de toda a classe trabalhadora”.

Muitos trabalhadores nesse momento, especialmente num setor tão golpeado pela pandemia, não veem outra alternativa que não aceitar as medidas de suspensão ou redução salarial para evitar as demissões. “ As centrais sindicais pouco ou nada fizeram para desmascarar esse discurso dos governos e das patronais. Centrais, como a Força Sindical, diretamente orientam a patronal a realizar os acordos. Agora essas demissões na Latam mostram a falácia desse discurso patronal, de que aceitando as suspensões e reduções de salário evitamos demissões”, disse Maíra

Em todo o país o desemprego aumenta em ritmo acelerado e, enquanto cada vez mais pessoas dependem do auxilio emergencial de apenas de R$ 600 reais, o governo e o Congresso começam a discutir a redução do seu valor ou o fim do auxílio. Para Maíra, “nesse momento em que a revolta negra nos EUA inspiram a classe trabalhadora de todo o mundo a lutar e que no Brasil começamos a tomar as ruas contra o racismo, o fascismo e o governo Bolsonaro, é urgente que a CUT e a CTB rompam com a sua passividade e encabecem uma grande campanha nacional contra essas demissões”.




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