Mundo Operário

ELEIÇÕES 2018

"Precisamos de milhares de comitês contra Bolsonaro em todo o país", diz Diana Assunção

Veja declaração de Diana Assunção, que foi candidata a deputada federal pelo MRT por filiação democrática no PSOL em São Paulo, sobre a necessidade de impulsionarmos comitês de luta contra o avanço da extrema-direita.

quinta-feira 11 de outubro| Edição do dia

“Bolsonaro é o representante de tudo que há mais reacionário do país. Filhote da ditadura militar e bajulador de torturadores, seu projeto é esmagar todos os direitos dos trabalhadores, da população pobre, e é uma verdadeira ameaça a vida de mulheres, negros, LGBT’s e indígenas.

É urgente organizar a luta contra a extrema-direita, e a construção de comitês de auto-defesa e de luta, em cada local de trabalho e estudo, contra Bolsonaro é o primeiro passo para isso. A primeira tarefa de todo comitê é massificar nossa luta. Nas universidades, escolas, fábricas e em cada local onde houver disposição de luta contra a extrema-direta precisamos mobilizar a maior quantidade de pessoas possível. Só nos mobilizando desde a base é que vamos conseguir construir uma verdadeira força social que seja capaz de enfrentar o reacionário Bolsonaro e seus aliados no exército, no judiciário, nas mídias, todos apoiados e financiados por grandes grupos econômicos.

Esses comitês devem servir para ser impulsionadores de uma estratégia de construir as batalhas contra a extrema direita na luta de classes. Por isso, devem exigir das centrais sindicais como a CUT e CTB, dirigidas pelos partidos de Fernando Haddad e Manuela D’Ávila, e entidades estudantis como a UNE, que convoquem assembleias por todo o país.

Nós do MRT e do Esquerda Diário acompanhamos a vontade de luta de todos que querem no votar em Haddad, sem qualquer tipo de apoio político ao PT,ou seja, sem compartilhar com sua estratégia eleitoral e de conciliação, que se mostrou totalmente impotente até agora para resistir o golpe e seus avanços.

Diante do aumento dos ataques dos bolsonaristas contra mulheres, negros e LGBT’s, como o brutal assassinato de mestre Moa do Katendê, colocam essa tarefa na ordem do dia. Só unificando os trabalhadores e jovens, e colocando nosso ódio á Bolsonaro no terreno da luta classes, é que será possível derrotar a extrema direita e impor que os capitalistas paguem pela crise."




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