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Precarização no ônibus circular na Universidade Federal do Rio Grande do Norte

sábado 5 de agosto| Edição do dia

Novas linhas são criadas sem aumento de frota, nem contratações. De acordo com a Secretaria de Mobilidade Urbana, as alterações buscam melhoria para os usuários, mas na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) a realidade é a precarização do serviço oferecido, colocando em risco em especial as estudantes mulheres e piorando as condições de trabalho dos motoristas.

Foram criadas duas novas linhas de Circular, o “Expresso Reitoria” e o “Expresso C&T”, enquanto os horários dos Circulares Inverso e Direto não foram alterados, sobrecarregando os motoristas e reduzindo a possibilidade de locomoção para os estudantes e trabalhadores que tem como destino lugares como o DEART, Escola de música, Restaurante Universitário, Residência, Escola de Enfermagem, Ginásio, Setor de Educação Física, Setor II, Setor V, além de outras localidades que ficam distantes da reitoria ou C&T.

Para os motoristas, o horário de intervalo de expediente está acontecendo das 15h50 as 17h00, dificultando e até impossibilitando que estes trabalhadores se alimentem no Restaurante Universitário, além do assédio moral para que só possam utilizar um banheiro no C&T.

O ex candidato a vice-reitor, Rubens Ramos, professor do Departamento de Engenharia Civil, é um dos principais defensores destas medidas. Coloca a culpa dos atrasos nos circulares nos próprios estudantes, por quererem descer do ônibus mais próximos aos seus destinos. Na sua campanha em 2014 ele prometia comprar veículos para a UFRN para que os empresários não tivessem que arcar com o custo que de acordo com a Secretaria Municipal, são obrigados a fazê-lo em troca de não existirem outras linhas regulares dentro do campus. Ele ignora porém o enorme subsídio dado à estes empresários que lucram nas costas da população que depende do transporte público para ir ao trabalho, local de estudo, ou qualquer atividade de lazer (muita vezes impedida pelo aumento do custo da passagem).

Os circulares que já andavam cheio nos entre-aulas, agora estão completamente lotados. E a exclusividade destes para circulação interna ao campus é um obstáculo adicional para que a população possa ser parte da universidade que ela mesmo mantém (para além dos processos “seletivos” que são filtros sociais que selecionam… quem ficará fora da Universidade).

Estas medidas que precarizam a universidade pública vem para elitizá-la cada vez mais e preparar os cortes que Temer pretende aplicar em setembro. Para resistir e defender a educação pública, gratuita e de qualidade para todos é importante que apoiemos desde já a greve da UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) como primeira greve da educação que explode esse ano para exigir o direito ao Ensino Superior quando novamente o início das atividades letivas foi cancelado. Precisamos apoiar a UERJ nacionalmente para construir uma greve geral que possa barrar as reformas de Temer e avançar sob as já aprovadas.




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