PRIVATIZAÇÃO

Praias com óleo ou privatizadas: Bolsonaro vai vender Jericoacoara e Lençóis Maranhenses

Bolsonaro incluiu para privatização dois dos principais Parques de reserva ambiental do país: os Lençóis Maranhenses (MA) e Jericoacoara (CE). Com seu projeto de privatização, Bolsonaro vende o país inteiro e rifando ainda mais os direitos dos trabalhadores ao trabalho digno e lazer.

terça-feira 3 de dezembro de 2019| Edição do dia

Bolsonaro assinou decreto que inclui os parques nacionais dos Lençóis Maranhenses (MA) e Jericoacoara (CE) no Programa Nacional de Desestatização (PND) e os qualifica no âmbito do programa de concessões do governo federal (PPI).

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O processo de privatização de dois grandes pontos turísticos brasileiros foi publicado nesta terça-feira (3) no “Diário Oficial da União”, consolidando mais um passo para vender o país inteiro.


Lençóis Maranhenses

Segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses foi criado em 1981 e tem 155 mil hectares, dos quais 90 mil correspondem a dunas livres e a lagoas. A atração fica a cerca de 250 quilômetros de São Luís e atualmente não cobra entrada.

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Este não é o primeiro ataque contra o local que hoje é responsável por garantir a renda de mais de 2 mil moradores: em maio deste ano, o senador Roberto Rocha (PSDB-MA), propôs que os limites do Parque fossem redefinidos, garantindo ainda mais espaço para a exploração e destruição ambiental pelo capital privado.

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As privatizações de Bolsonaro e Guedes, que avançam catastroficamente, são parte de um projeto de governo que vai acabar com as condições de vida dos brasileiros abrindo ainda mais as portas para a exploração do capital estrangeiro. A cada verba obtida via privatização, que costumam ser chamadas pelos privatistas de "concessões e leilões", são obrigatoriamente destinadas ao pagamento da dívida pública.


Jericoacoara, Ceará

Ao contrário do que podem falsificar, todo dinheiro que vem da venda de bens e recursos públicos é obrigatoriamente destinado ao pagamento desta dívida ilegal, ilegítima e fraudulenta, que é um dos principais mecanismo de roubo das riquezas de um país por parte do capital financeiro.

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O governo Bolsonaro avança para colocar uma placa de "vende-se" no Brasil, rifando as estatais, os recursos naturais e os direitos dos trabalhadores. Com seu projeto privatista, Bolsonaro quer privatizar do Banco do Brasil, a administração e perícias de auxílio-doença dos servidores públicos e até mesmo os parques naturais do país, importantes reservas de biodiversidade e pontos turísticos.

Enquanto isso, os vazamentos de óleo continuam avançando na costa brasileira, lesando famílias e destruindo extensões quilométricas das praias brasileiras, chegando até mesmo ao Rio de Janeiro. O silêncio de Bolsonaro é gritante frente aos vazamentos, que seguem sem respostas. Com projeto de privatização do Pré-sal e da Petrobrás, Bolsonaro rifa o meio ambiente entregando de mãos beijadas à exploração capitalista desenfreada.

Para enfrentar este projeto de governo, é preciso se apoiar nas lutas dos povos latino americanos, que do Haiti ao Chile, que estão enfrentando os ataques dos governos de direita nas ruas. Somente a força dos trabalhadores e da juventude pode impor uma que as centrais sindicais e entidades estudantis para um plano de luta para enfrentar Bolsonaro e seus ataques.




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