Gênero e sexualidade

POESIA

Pra não morrermos nós, que morra o patriarcado

Patricia Galvão

Trabalhadora da USP e integrante da Secretaria de Mulheres do SINTUSP

sexta-feira 27 de maio de 2016| Edição do dia

Aos 16 anos já não podia respirar
Como Eric Garner, que também não pôde
Como Cláudia, Amarildo, Laura Vermont...
Somos muitos, muitas
Temos medo, sim!
Porque a cada 11 minutos pode ser uma de nós
E é.
Porque nos querem mudas, mortas
Nos odeiam e nós a eles

Somos muitos os oprimidos
Se somos mulheres, negras, gay ou trans
Ou tudo isso
Se somos trabalhadores, se carregamos a foice e o martelo
Nos odeiam e nós a eles
Não temos outra escolha,
Pra não morrermos nós, que morra a burguesia, o patriarcado
Porque nos odeiam e nós a eles
Explorado e oprimido, não tem outra saída a não ser caminharmos de mãos dadas

Como Baldwin disse a Angela Davis:
"Devemos lutar pela sua vida como se fosse a nossa, e ela é, e colocar nossos corpos no caminho que leva a câmara de gás. Porque na manhã que te pegam, a noite virão por nós "

De mãos dadas, não esperemos mais
Destruir a eles,
Para encher nosso pulmão de ar outra vez




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