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Posse de Bolsonaro confina jornalistas e ameaça atirar em quem sair do cerco

Jornalistas denunciaram no Twitter as condições vexatórias a que foram expostos, sem direito a água, sendo acompanhados para ir ao banheiro e ameaçados de morte caso se retirassem do pequeno local destinado a eles.

terça-feira 1º de janeiro| Edição do dia

Imagem: Revista Fórum/ Reprodução Twitter

Hoje, dia primeiro de janeiro, Bolsonaro em sua posse já demonstrou como tratará a imprensa. Os jornalistas ficaram todos amontados em uma pequena sala sem direito a água, só podendo ir ao banheiro acompanhados, e, como denuncia Vicente Nunes foram avisados: "Não pulem a corda, se pularem, levam tiro":

Ana Deboux, do Correio Brasiliense denunciou em vídeo o cerco aos jornalistas na posse:

Amanda Audi, do The Intercept, denunciou em seu Twitter que a posse de Bolsonaro está tratando os jornalistas como cachorros:

Mirian Leitão, do jornal O Globo, denunciou em sua coluna: "Cubro posse desde o general João Figueiredo. Nunca houve nada tão restritivo". Disse que os jornalistas "como gado num curral ficam confinados e não conseguem fazer seu trabalho", e que "com o pretexto da segurança, o trabalho da imprensa está sendo restringido na posse".

O ataque de Bolsonaro a imprensa é somente um indicativo de como irá tratar aqueles que se opõem a ele nos próximos meses. É preciso batalhar para se conformar uma ampla unidade dos trabalhadores, a juventude e todos os setores oprimidos para barrar o ataque aos direitos que o presidente eleito irá colocar no próximo período.




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