Juventude

PUC-SP

Por um comitê de base contra Bolsonaro e a extrema-direita na PUC-SP

Chamamos todas/os estudantes, C.A.s, coletivos e organizações de esquerda, assim como funcionários, professores e suas entidades, como a Apropuc, e todos que querem combater seriamente Bolsonaro, a se somar nessa batalha pela conformação de milhares de comitês de base por todo o país para derrotar a extrema-direita, o golpismo e as reformas!

segunda-feira 15 de outubro| Edição do dia

O resultado do primeiro turno das eleições de 2018 expressou um salto qualitativo da degradação do regime democrático burguês de 1988, que já vinha desde o golpe institucional que pôs fim aos 13 anos do PT à frente do Executivo federal e a prisão arbitrária e o veto à candidatura de Lula, continuidade desse mesmo golpe. O infame candidato de extrema-direita, machista, racista, LGBTfóbico, anti-operário e anticomunista capitão da reserva Jair Bolsonaro, do PSL, e seu vice, General Mourão, quase venceram no primeiro turno uma eleição fortemente manipulada pelo poder judiciário e pelas forças armadas, ao que se seguiram pelo menos 50 ataques reacionários, o mais emblemático dos quais foi o assassinato do capoeirista e lutador antirracista Mestre Moa do Katendê, esfaqueado 12 vezes por um bolsonarista.

Como dissemos aqui, nós do MRT acompanhamos o ódio e a vontade de luta contra Bolsonaro, votando criticamente em Haddad com o objetivo que consideramos a tarefa central de todos os trabalhadores e jovens mais conscientes, que é ajudar a conduzir esse ódio ao único terreno em que poderemos triunfar: a luta de classes para que os capitalistas paguem pela crise. A serviço dessa tarefa está o Esquerda Diário, que teve mais de 3 milhões de acessos nos últimos 30 dias, canalizando esse ódio e vontade de luta da classe trabalhadora e da juventude em chave anticapitalista.

Ao mesmo tempo, alertamos que é impotente a estratégia eleitoreira do PT de Haddad e do PCdoB de Manuela D’Ávila, de confiança nas eleições e na democracia burguesa e contenção da luta de classes, e exigimos das entidades sindicais e estudantis dirigidas por esses partidos, como CUT, CTB e UNE, que organizem comitês de base em todo e cada local de trabalho e estudo Brasil afora para lutarmos contra a extrema-direita e o golpismo com os métodos da luta de classes, com atos nas ruas, greves, paralisações e ocupações. Só uma demonstração de forças radical, como a das greves gerais de 2017, pode deter esses ataques reacionários e impedir um futuro governo Bolsonaro-Mourão de tirar nosso 13º ou fazer a reforma da previdência junto a Temer ainda esse ano.

Na PUC-SP, viemos de uma forte mobilização contra a Igreja e a Fundasp, que tentam impor um novo estatuto, mais antidemocrático, intento que seguramente se beneficiará da correlação de forças nacional. As/os estudantes da PUC, que nos orgulhamos da história da nossa universidade, também devemos responder à altura desse legado de resistência os herdeiros da ditadura militar. Desde a noite de domingo (14), está sendo convocada uma assembleia geral dos estudantes para a próxima quarta-feira (17). Os centros acadêmicos devem divulgar massivamente essa assembleia, que deve ter como pauta prioritária não só a mudança do estatuto, mas também a conjuntura política nacional e como iremos por de pé um comitê de base amplo e democrático, que centralize a nossa luta e nos unifique a outros movimentos fora da universidade, seguindo também o exemplo da USP e do IFCH-Unicamp, que aprovaram paralisações em assembleias estudantis lotadas.

Chamamos todas/os estudantes, C.A.s, coletivos e organizações de esquerda, assim como funcionários, professores e suas entidades, como a Apropuc, e todos que querem combater seriamente Bolsonaro, a se somar nessa batalha pela conformação de milhares de comitês de base por todo o país para derrotar a extrema-direita, o golpismo e as reformas!




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