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Por reclamar de falta de verba, prefeito regional é exonerado por Doria

quarta-feira 15 de novembro| Edição do dia

Para o prefeito de São Paulo, João Doria, ser um “bom” gestor é abrir caminho para o investimento privado e, para tal, é necessário seguir a receita de precarização e de não aceitação das reclamações sobre sua gestão.

Este último fator foi o que ocasionou a exoneração do Prefeito Regional da Casa Verde/Cachoeirinha, Paulo Cahim, que em uma reunião da Comissão de Finanças da Câmara Municipal na Zona Norte, no último sábado (11), reclamou da falta de verbas para enchentes, declarando não ter como limpar o piscinão da Avenida General Penha Brasil, como apresentado pelo G1.

A notificação da decisão Doria pela demissão de Cahim foi publicada nesta quarta-feira (15/11) alegando que tal medida foi tomada devido à “demonstração de conformismo diante das dificuldades, em lugar de empenho e criatividade na superação dos desafios, como exige a atual administração municipal de seus colaboradores”. A prefeitura ainda alega que o pregão para contratação da limpeza do piscinão citado por Cahim foi suspenso pelo Tribunal de Contas do Município, mas os problemas apontados serão corrigidos e o desassoreamento do local será realizado até dia 15 de dezembro.

Nos últimos dias mais dois assessores de Doria foram demitidos: o chefe de gabinete da Comunicação da Prefeitura, Lucas Tavares, que foi gravado dizendo que iria dificultar o acesso dos jornalistas que fazem pedidos pela Lei de Acesso à Informação e o filho de um executivo do lixo que havia sido contratado para fiscalizar os trabalhos de varrição da empresa do pai no Centro da cidade.

O prefeito, que no período eleitoral se vangloriou de não ser um político e sim um bom gestor, vem mostrando suas inúmeras decisões “criativas” para a gestão da cidade, tais como: jatos d´água em moradores em condições de rua em pleno inverno, o racionamento da merenda e a distribuição da ração humana. Estas medidas, dentre tantas outras, na realidade comprovam que a gestão de Doria está ligada a precarização de suas condições, para abrir caminho ao investimento privado – vide as inúmeras viagens feitas para colocar a cidade à venda para grandes empresários internacionais – e no colocar sobre os ombros dos trabalhadores e população pobre à custa da crise orgânica.




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