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Por que votar na Esquerda em Santo André? Posicionamento do MRT ABC para domingo

sábado 1º de outubro| Edição do dia

A disputa pela prefeitura de Santo André em 2016

Dos 7 candidatos a prefeito que concorrem às eleições, 5 estão unidos em defesa do golpe, os principais golpistas são Aidan Ravin do PSB, e Paulinho Serra do PSDB, o outro candidato forte é Carlos Grana do PT que tenta a reeleição. Os três são de partidos diferentes, mas todos compartilham planos de descarregar a crise nas costas dos trabalhadores, são políticos que governarão para os empresários e os patrões, fechando pactos para cortar os nossos direitos. Só existe uma candidatura de esquerda, sem alianças com partidos patronais e sem financiamento de empresários em Santo André, é a candidatura do PSOL.

Nesse cenário, as candidaturas da esquerda sofrem uma enorme censura e impedem que as vozes de questionamento cheguem aos debates na televisão e rádio, além da desigual corrida eleitoral em relação as campanhas milionárias que nossos inimigos de classe se utilizam. Todavia, os votos nulos não apontam uma saída que permita uma perspectiva clara da batalha para construir uma alternativa de esquerda e dos trabalhadores, como mostramos no Esquerda Diário.

Apresentamos então, os motivos para votar na esquerda nessas eleições. São 4 motivos do porquê chamamos a votar criticamente em Ricardo Alvarez para prefeito em Santo André.

1) O PSOL pode canalizar um setor à esquerda do PT:
Estamos vivendo uma crise política nacional muito profunda e polarizada, com setores amplos dos trabalhadores e da juventude desiludidos com a política tradicional e conservadora, não enxergando uma alternativa nos projetos políticos burgueses que querem que paguemos pela crise. Nesse contexto o PSOL é o principal partido capaz de canalizar a expressão dos setores de trabalhadores, jovens, mulheres, negros e LGBTs que buscam uma alternativa política à esquerda do PT.

2) Ricardo Alvarez se colocou contra o golpe institucional em nosso país. O golpe prepara uma série de ataques aos trabalhadores e precisamos nos organizar contra ele.

3) Em Santo André, o PSOL não está aliado aos partidos da ordem. Nem com os velhos e tradicionais, e nem com os que, com novos nomes, tentam nos enganar. E isso é fundamental.

4) Ricardo não recebeu financiamento empresarial e isso é fundamental, pois quem paga a banda, escolhe a música. Uma campanha financiada por empresários terá que defender os interesses dos capitalistas.

Mas então, porque o voto é crítico?

Nós, do Movimento Revolucionário de Trabalhadores, achamos que a campanha de Ricardo poderia ter cumprido um papel de destaque para os trabalhadores e a juventude se tivesse se colocado como uma voz anticapitalista, apresentado propostas de enfrentamento com esse sistema. Da mesma forma criticamos a posição de que para resolver a crise da Fundação seria necessário mais subsídios privados, através do PROUNI e defendemos a estatização da universidade sob controle dos trabalhadores e do povo pobre. Vemos que isso, junto a um plano de governo que não apresenta uma ruptura com esse sistema explorador, alimenta a ilusão de que se é possível administrar o Estado capitalista de maneira mais "humana", sem denunciar esta sociedade de classes e a sua lógica de exploração do trabalho e da opressão a grupos sociais. Por nossa batalha para fortalecer uma alternativa de esquerda independente também no terreno das eleições, chamamos a votar criticamente no PSOL.




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