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Por que ir às ruas contra Temer neste 5 de agosto no Rio de Janeiro?

quinta-feira 4 de agosto| Edição do dia

O legado das Olimpíadas do Rio de Janeiro significa para os trabalhadores e a juventude precarização da saúde, educação, transporte, massivas remoções e repressão. O projeto de Rio de Janeiro ligado aos megaeventos e à transformação de grandes áreas da cidade, que simbolizava a idéia de “Brasil potência”, da aliança entre PT e PMDB, ruiu. O que parecia trazer uma onda de “investimentos” e de crescimento econômico para a cidade e sua população, acabou ,em meio à crise fiscal do estado, degradando a totalidade dos serviços públicos principalmente estaduais, enquanto políticos e empresários mantem intactos seus lucros milionários e seus privilégios.

São escandalosos os dados da situação da saúde no Rio, como hospitais funcionando apenas com 1/3 da capacidade, falta de ambulâncias e leitos, enquanto para os turistas e atletas são construídos leitos de luxo em hospitais públicos. A conta de luz da Supervia foi paga pelo governo Pezão/Dornelles e a linha 4 do metrô inaugurada apenas para atender os jogos, enquanto a cada dia é um “salve-se quem puder” para os trabalhadores usarem o transporte público que rouba 22 dias anualmente dos cariocas. Os salários parcelados e cortes de verba na saúde e educação expressam a prioridade dos governos de Paes e Dornelles, que mesmo com uma dívida pública estadual que já alcançou 19 bilhões de reais, que não foi criada pelos trabalhadores, mantiveram a política de isenções fiscais para empresas como a Land Rover, com R$800 milhões. Sem falar nos escândalos de obras superfaturadas e licitações corruptas.

Enquanto isso, Paes e Dornelles apóiam o governo golpista Temer que tenta segurar sua estabilidade, enquanto vai entregando a Petrobrás e o Pré-Sal para iniciativa privada, e ataca ainda mais os trabalhadores com a reforma da previdência e ajustes que o PT já vinha realizando enquanto abria espaço para a direita golpista ao longo de seus anos de governo.

A atual situação econômica e social do país mostra um descontentamento geral com a os partidos burgueses e política tradicional. E a classe trabalhadora ainda não se colocou com força em cena para barrar os ataques do governo golpista. No Rio tivemos a importante greve de professores que, por responsabilidade da direção do SEPE, não foi capaz de dar uma resposta à altura, que exigisse das principais centrais sindicais um plano de luta unificado nacional contra o golpe e os ajustes, e acabou mantendo uma separação das pautas econômicas com as políticas diante da crise política e econômica nacional e estadual.

Ao mesmo tempo, que é fundamental se colocar contra o governo golpista de Temer, a resposta deve ser com independência. Nem “Volta Dilma” e nem “eleições gerais” representam uma saída com independência de classe. Eleições gerais estão tanto na pauta da direita golpista que não tolera Temer quanto na pauta do PT que aceitou pacificamente o golpe institucional, além de não questionar os pilares dos privilégios da casta política, e está a serviço de limpar o golpe institucional e relegitimar o regime com a chancela das urnas.

Carolina Cacau, do MRT e pré-candidata à vereadora pelo PSOL no Rio de Janeiro, disse: “Neste dia de abertura das Olimpíadas vamos para o ato com a Faísca, juventude anticapitalista, que esteve à frente de lutas como a greve da UERJ e as ocupações de escolas junto com milhares de estudantes, e denunciar o governo golpista Temer e seus ataques, que foram iniciados pelo PT, e denunciar o legado das Olimpíadas da corrupção, remoções, repressão, que beneficia os interesses dos empresários e governos enquanto para os trabalhadores é miséria e repressão, com justificativa de “terrorrismo”. Defendemos o não pagamento da dívida pública e a abertura das licitações e contratos investigação a partir das organizações dos trabalhadores sobre os gastos e desvios de dinheiro nas obras das Olimpíadas”.

Cacau também disse: “denunciaremos a situação de desemprego, falta de verba na saúde e educação, afirmando a necessidade de superar a paralisação das principais centrais sindicais país, como CUT e CTB, e exigir que o dia 16, que está sendo convocado por estas centrais como um dia de paralisação e “assembleia nacional da classe trabalhadora”, seja efetivamente construído nas bases, o que não ocorreu até agora. É preciso um verdadeiro plano de lutas para organizar contra os ataques de Temer e os golpistas e que o “Fora Temer” seja a partir de uma mobilização dos trabalhadores”.

Por fim ela concluiu que “nossa luta não será para fortalecer o regime político que vem sendo questionado e se eleja um novo presidente que avance nos ajustes, mas sim questionar este regime político que está totalmente degradado e unicamente à serviço dos ricos, e lutar por uma nova Constituinte que seja imposta pela ação das lutas”.




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