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Por que apoiar a luta dos estudantes do Centro Universitário Fundação Santo André?

segunda-feira 20 de novembro| Edição do dia

No início do mês de novembro de 2017, estudantes do Centro Universitário Fundação Santo André, importante instituição de ensino do ABC paulista, ocuparam o prédio da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (FAFIL) por duas vezes consecutivas como forma de expressar sua insatisfação com a política da reitoria.

O estopim foi o aumento de 6,5% das mensalidades por parte da reitoria primeiramente e posteriormente somou-se ao fato de alguns representantes do CONDIR (Conselho Diretor do Centro Universitário) traírem abertamente os estudantes não cumprindo o acordo de revogação deste aumento firmado anteriormente.

Estudantes que atuaram no movimento estudantil em 2007, período de ocupações de reitorias em diversas universidades pelo país (Unicamp, USP e as federais logo em seguida contra o REUNI) hoje muitos deles professores da rede pública de ensino lembram que desde a saída do antigo reitor Odair Bermelho, a Fundação Santo André já apresentava uma crise crescente em seu orçamento, retomada recentemente em atividades na faculdade por ex-alunos, assim como a falta de subsídios da prefeitura desde 2004. Neste período, os estudantes destituíram o reitor, o que moralizou muito o movimento.

No início de 2016, estudantes, professores e funcionários ocuparam as ruas de Santo André e a câmara de vereadores exigindo da antiga gestão do PT, o pagamento da dívida que tinha com a Fundação. Houve passeatas pelo centro da cidade com adesivos exigindo: Grana pague a nossa grana! (referente aos 28 milhões que a prefeitura recolheu indevidamente da Fundação Santo André e que deveriam ter sido pagos para a Receita Federal) e debates na câmara com a presença de professores da rede estadual se colocando na tribuna livre e estudantes em um período em que o golpe institucional ainda não havia se consolidado. Mesmo após a denúncia, a prefeitura se recusou a pagar a dívida, levando a universidade ao aprofundamento da crise e os vereadores também não alteraram o cenário, levando a atrasos no pagamento dos salários dos professores e nos estudantes, que acabaram sofrendo com o aumento recorrente das mensalidades. O movimento também debatia a importância da luta pelo fim do vestibular para que os filhos da classe trabalhadora obtivessem acesso ao nível superior e educação pública, gratuita e de qualidade, no contexto das estaduais paulistas.

Ao final do ano de 2016, novo aumento das mensalidades e nova batalha se impôs com a participação no movimento de estudantes da FAECO ( Faculdade de Economia) e FAENG ( Faculdade de Engenharia). A FSA contou ainda com um Festival contra o fechamento da faculdade que se apresentava naquele momento em fevereiro deste ano. E logo em seguida a Faculdade Paulista de Serviço Social de São Caetano do Sul entrou em uma disputa semelhante que se pautou no reajuste e vencimento das mensalidades, rematrícula de todos os estudantes e a situação dos bolsistas, obtendo-se importantes conquistas e a organização do movimento na faculdade, o que até então não existia.

Veja também: "Faculdade Paulista de Serviço Social de São Caetano em luta se solidariza a Fundação Santo André"

A defesa da Fundação é por uma educação de qualidade e a serviço dos trabalhadores

A batalha atual da Fundação Santo André se dá pela revogação imediata do aumento de 6,5% nas mensalidades, rematrícula imediata de todos os inadimplentes e redução de 50% de todas as mensalidades, que se origina nos rombos orçamentários anteriores do orçamento do Centro Universitário e se somam a aprovação da PEC dos gastos públicos, que reduz o orçamento em educação e saúde por 20 anos e com eles os investimentos em pesquisa, bolsas e subsídios. Nesta gestão da prefeitura, a situação conta ainda com o não pagamento dos salários dos professores das escolas livres, escola livre de teatro e EMIAS, demonstrando que a valorização do funcionalismo não está passando de promessa de campanha de Paulinho Serra, deixando trabalhadores à mingua.

É importante que os estudantes percebam o papel que esta batalha pode cumprir enquanto resistência da juventude e da classe trabalhadora do ABC frente aos abusos da reitoria. Mas também se questione que futuro se apresenta após o diploma? Trabalho intermitente? Terceirizado? Contratos de professor categoria O, V?

O escola sem partido impulsionado pelo MBL, busca eliminar no caráter construtor da educação a liberdade de pensamento, a possibilidade das diferenças e que o conhecimento seja livre, a mentira do escola sem partido é que contra os partidos ele é de uma ideologia só, a ideologia da direita e do cerceamento de ideias.

O mesmo MBL tem dito que nesta terça feira (21) em caráter de ameaça vai na FSA para desmobilizar a ocupação que tem lutado em defesa do direito a estudar, o MBL não representa os estudantes e não tem esse direito, por isso é necessário cercar de solidariedade a luta da FSA, é necessário que todos os movimentos sociais inclusive a UNE que atua na FSA e nada tem feito de efetivo em defesa dos estudantes coloque seu aparato para a defesa e garantia de vitória desta luta, colocando força material para defender a Fundação e as pautas do movimento.

Refletindo o histórico de luta da FSA, a tática da ocupação, a necessidade de atos de rua, a realização de assembleias com parte da pauta em apoio à FSA e continuidade do processo de luta, eles elementos são fundamentais, mas fazemos um chamado a todos a irem na FSA amanhã ás 19hrs, para impedir que o MBL se expresse ou queira atacar a ocupação. Isto é essencial para que o movimento avance e não sejam os estudantes que paguem pelos cortes no orçamento e a falta de prioridade da gratuidade do ensino público de qualidade, que leva ao sucateamento e privatização, a fim de garantir os lucros dos empresários.

Todo apoio à Fundação Santo André !




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