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GREVE

Por que a população deve apoiar a greve do metrô e da CPTM amanhã?

Os metroviários de São Paulo fazem assembleia nesta segunda (30) para decidir sobre greve na terça (1º), contra a privatização e as terceirizações. Neste movimento, em defesa do transporte público e contra o sucateamento imposto pelo governo, é fundamental o amplo apoio de toda a população, assim como nas greves gerais de 15 de março e 28 de abril contra as reformas de Temer.

segunda-feira 31 de julho| Edição do dia

Trabalhadores do Metrô de São Paulo e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) devem fazer greve no dia 1º de agosto, amanhã. O apoio de toda a população e do conjunto dos trabalhadores e trabalhadoras de outras categorias é fundamental neste momento de enfrentamento com o governo.

A direção do Metrô de SP, seguindo as diretrizes do governo Alckimim, quer terceirizar todas as bilheterias das estações, precarizando a vida de quem trabalha e de quem utiliza o serviço. Já começaram na linha 5 e pretendem expandir para todas as linhas.

Isso é parte de um projeto de entrega completa do metrô nas mãos da iniciativa privada. Essa medida tornará mais caro e mais precário o serviço, gerando lucros abusivos para empresários, sustentados pelo dinheiro da população trabalhadora e pelo suor da categoria metroviária.

Na CPTM querem cortar os salários dos funcionários, se apoiando em uma decisão judicial que diminuiu o aumento dado a categoria na campanha salarial de 2011. A luta dessas duas categorias ameaçadas de extinção é uma luta em defesa do direito a um transporte de qualidade para toda a população.

Cartéis, obras atrasadas, superfaturadas e denúncias do MP são alguns exemplos de como o governo de SP vem sucateando este serviço para privatizá-lo. Sob a justificativa de "modernização", estão terceirizando e entregando de vez o serviço nas mãos da iniciativa privada, às custas do suor do trabalhador e do rebaixamento de seus salários e direitos.

Contra as medidas do governo, contra a entrega do metrô e o desmantelamento da CPTM pela iniciativa privada, é necessário apoiar a greve dos metroviários de São Paulo. Os ataques que hoje miram os direitos e salários dos metroviários abrem espaço para atacar ainda mais outras categorias.

Assim como na greve geral do dia 15 de março e do dia 28 de abril contra as reformas de Temer, quando o apoio da população foi fundamental para a paralisação da categoria metroviária em São Paulo, nesta terça-feira, é necessário que as demais categorias de trabalhadores, a juventude e o conjunto da população estejam ao lado dos trabalhadores. Contra Alckmin, contra a privatização e a terceirização, apoiar a greve do Metrô e da CPTM é apoiar a luta por um transporte público de qualidade.




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