Sociedade

Por que a medida provisória 901 de Bolsonaro favorece ainda mais o desmatamento?

Medida visa rever o atual código florestal baixando de 80% para 50% a área que precisa ser obrigatoriamente preservada em certos estados do Brasil.

terça-feira 18 de fevereiro| Edição do dia

A medida provisória 901, proposta em 2019 pelo Congresso, volta a ser discutida e analisada. A medida diminui drasticamente a proporção de mata nativa preservada necessário a se manter em propriedade dentro de zona de proteção ambiental.

O atual código florestal versa que, nos estados de Amapá e Roraima, as áreas cobertas por matas nativas precisam manter 80% deste patrimônio ambiental intacto. Porém, a medida provisória, que caminha para ser aprovada, possui um mecanismo que facilita a redução desse percentual para 50%. A aplicação deste recurso será disponibilizado não só para propriedade de caráter privado, mas também para terrenos do próprio estado, como propriedade do exército.

A MP já foi foi aprovada pela comissão mista, agora segue para a Câmera de Deputados. Se aprovada nestes dois estados, abrirá um enorme precedente para que os demais aprovem este nefasto projeto.

Desde o início, o governo Bolsonarista já demonstrou com os gigantescos incêndios que pretendia, não apenas continuar, mas aprofundar e avançar sobre a devastação ambiental e o desmatamento, em especial na região Amazônica, um patrimônio ambiental inestimável da humanidade. A MP 901 é mais uma amostra que o grande latifúndio e o agronegócio são os verdadeiros ganhadores com o governo Bolsonaro, já que se aproveitam de seu veneno reacionário e entreguismo para aumentarem seus lucros; destruindo, assim, as futuras gerações e o meio ambiente.




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