Política

REPRESSÃO POLICIAL

Por Ágatha, manifestação na Alerj denuncia a política assassina e racista de Wilson Witzel

segunda-feira 23 de setembro| Edição do dia

Diante do assassinato de Ágatha Félix, mais uma jovem negra vítima da racista política de segurança pública do Rio de Janeiro, estudantes, movimentos sociais, movimentos de favela e partidos de esquerda manifestaram-se hoje contra a política racista e assassina do governo de estado do Rio de Janeiro levada adiante por Wilson Witzel.

Na frente da Alerj, ecoavam o grito de revolta, que esteve presente durante todo o final de semana, nas manifestações dos moradores no complexo do Alemão e durante o velório de Ágatha.

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Os familiares de Ágatha denunciam que Ágatha foi atingida pela polícia em um momento que sequer havia confronto, em mais uma morte fruto por um estado racista. Wilson Witzel, governador do Rio de Janeiro e, hoje, responsável por esta política, foi à público defender esta política que está batendo recorde com mortes de inocentes e de crianças, afirmando que a culpa é dos usuários de drogas, como se a não partisse de sua polícia estes assassinatos. O estado do Rio de Janeiro tem as mãos sujas de sangue e um governador que faz questão de estar presente no helicóptero da polícia quando este atira lá do alto na casa das pessoas, do trabalhadores, dos mais pobres e dos negros.

Carolina Cacau, professora da rede Estadual do Rio, declarou ao Esquerda Diário: "Witzel é responsável por cada operação policial desde o início deste ano, por defender a impunidade desta polícia e encorajar que esta faça mais vítimas, entre crianças, jovens, trabalhadores e negros, vítimas de um estado que não oferece nada aos pobres a não ser o desemprego e a repressão. Precisamos lutar por todas as Ágathas, encarando esta luta como continuidade da luta por justiça a Marielle, que é, ainda hoje, uma ferida aberta do golpe institucional. O enfrentamento a política racista e assassina de Witzel, mas também de Bolsonaro deve se dar de forma independente de todas as outras variantes burguesas que, com uma cara mais democrática, buscam manter uma ordem social onde os assassinatos e a violência policial encontram seu lugar. Somente confiando na auto-organização dos trabalhadores nos seus locais de trabalho, da população pobre nos bairros, do movimento estudantil nas escolas e universidades é que poderemos avançar para enfrentar essa situação."

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