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CORONAVÍRUS

Política assassina de Zema leva MG atingir 92% dos leitos ocupados

Com a subnotificações e a reabertura da economia, a Saúde pública de Minas gerais segue para o colapso com mais de 92% dos leitos de UTIs ocupados no Estado, fruto da política assassina do governo Zema.

sexta-feira 26 de junho| Edição do dia

A situação da pandemia em Minas Gerais está cada vez mais catastrófica. A ocupação de UTIs no Estado bateu novo recorde nesta quinta (25), mais de 92% dos leitos ocupados. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde que afirmou ter 506 pacientes internados com suspeita de Covid, o que corresponde a 17,23% das ocupações. Das macrorregiões de saúde do Estado, cinco estão acima dos 90%, e algumas ultrapassando os 140% de ocupação.

Minas gerais está em uma situação alarmante. Já são até hoje mais de 32 mil casos de infectados e 806 mortes pelo coronavírus. Esses números ainda não são confiáveis já que não tem testes suficientes e muitos casos com sintomas são subnotificados. Estudo feito no mês de maio mostrava como Minas Gerais poderia ter 16 vezes mais casos do que o divulgado pelo governo Zema. Ou seja, o número de mortes pela Covid pode ser muito maior do que é hoje.

Assim como em outros Estados, os números em Minas Gerais dispararam quando começaram com a reabertura da economia para garantir os lucros dos empresários. O problema gerado pela reabertura e a falta de testes, evidentemente, acabou atingindo as capacidades de leitos de UTI do SUS também.

Frente a este cenário de retomada da alta dos números da Covid é preciso reforçar a necessidade de se acabar com a subnotificação tocada à frente por Romeu Zema, que já disse não se preocupar com ela, e por prefeitos da capital e das cidades do interior. Testes massivos são a forma de conseguir um controle e um mapeamento consciente do vírus para evitar colapsos no sistema de saúde. Também é necessário a reconversão de toda a indústria para produzir respiradores e outros equipamentos que são usados no combater à pandemia, assim como de centralizar o sistema de saúde e mantê-lo sob controle das trabalhadoras e trabalhadores da saúde.

Mas para além disso é necessário garantir as condições para que a população possa ficar em quarentena sem perder seus empregos, sem cortes de salário, e sem que o governo do estado e as prefeituras cedam à pressão do empresariado por reaberturas inconsequentes. Isso passa pela garantia de um salário emergencial, baseado na média do salário brasileiro, de R$ 2.000 reais por mês, como forma de sustentar com o mínimo de dignidade uma família em meio a este cenário de crise.

Não podemos aceitar que os governos conscientemente decidam manter uma subnotificação assassina, e muito menos que operem uma reabertura sem garantias e condições de segurança, fazendo crescer o número de mortos. Nossas vidas valem mais do que os lucros deles!




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