REVOLTA NOS EUA

Polícia reprime manifestantes que tentaram derrubar estátua de ex-presidente no EUA

Na noite de segunda-feira, 22, manifestantes tentaram derrubar a estátua do sétimo presidente dos Estados Unidos, Andrew Jackson, onde fica localizada aos arredores da Casa Branca. Tal ação advém dos protestos antirracistas e repúdio as ações criminosas da polícia desde a morte de George Floyd.

quarta-feira 24 de junho| Edição do dia

Imagem: TASOS KATOPODIS/AFP

George Floyd, um homem negro que foi brutalmente assassinado por um policial branco no dia 25 de maio alastrou inúmeras revoltas no país afora. Diversas foram as manifestações ocorridas em vários países questionando as políticas governamentais. A repressão policial contra a população chamou a atenção, porém não surpreendeu.

Não é de hoje que a polícia é contra a classe trabalhadora, seu histórico e compromisso sempre foram direcionados aos interesses do governo em detrimento da vida dos trabalhadores. Como aparato repressivo do Estado, a polícia cumpre um papel agressivo para tentar manter a massa calada enquanto sofrem. Sua função é essencial para manter os interesses exclusivamente capitalistas.


Imagem: TASOS KATOPODIS/AFP

"A polícia nos atacou. Eles tomaram a justiça em suas próprias mãos", disse à AFP Raymond Spaine, um homem negro de 52 anos.

Contudo, a atitude dos manifestantes em tentar derrubar a estátua de Andrew Jackson como forma de repúdio às ações racistas, demonstram a força da classe operária mediante aos crimes deste governo genocida. A luta antirracista com a luta de classes devem continuar com vigor para queda deste sistema escasso que ora nos deixam morrer por covid-19 sem atendimento médico de qualidade, testes massivos, leitos e EPIs para os trabalhadores que continuam trabalhando, principalmente nos setores da saúde e serviços essenciais ora nos matam através da bala com a violência policial, como o caso de João Pedro (jovem de 14 anos morto dentro de casa com mais de 70 tiros perfurados nas paredes do local no Complexo do Salgueiro).

Para que vidas deixem de ser interrompidas e não sejamos mais alvos da violência estatal a luta deve continuar. Não nos intimidemos com a repressão, uma vez que somente nós poderemos defender nossos interesses como trabalhadores. Que atitudes racistas e os ataques governamentais sejam criminalizados e os trabalhadores assumam o controle de suas próprias vidas. Não os deixem nos calar.

Com informações do Estado




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