Mundo Operário

Polícia reprime manifestações em garagens de ônibus em Porto Alegre

Desde a madrugada desta sexta (11) as centrais sindicais foram à garagens de ônibus em Porto Alegre para bloquear a saída dos coletivos. A Brigada Militar impediu a ação com bombas de gás lacrimogêneo.

sexta-feira 11 de novembro| Edição do dia

Como parte do dia nacional de greves e paralisações convocado para esta sexta-feira, a CTB, a CUT e outras centrais sindicais estiveram em frente às garagens da Carris, Nortran e Sudeste, em Porto Alegre, para tentar impedir a saída dos ônibus. Sem o apoio dos trabalhadores, que não estavam mobilizados, os sindicalistas foram dispersados pelo batalhão de choque da Brigada Militar, que jogou bombas de gás lacrimogêneo contra eles.

Embora as pautas sejam de extrema importância, contra a PEC 55 (241), contra a reforma trabalhista e da previdência, e outros ataques do governo, as grandes centrais sindicais insistem em promover dias de luta sem mobilizar desde as bases as categorias de trabalhadores. Nos rodoviários de Porto Alegre, por exemplo, cujo sindicato é dirigido pela Força Sindical, não houve nem uma massiva propaganda por parte da CUT e da CTB, muito menos um diálogo amplo com a categoria.

A ação foi reprimida pela polícia, colocando os próprios trabalhadores em risco. Para parar o país e enfrentar a repressão é necessário que as categorias estejam mobilizadas e organizadas. A CUT e a CTB, que dirigem uma grande quantidade de sindicatos pelo país todo, preferem colocar os trabalhadores em risco pela repressão policial do que convocar assembleias e debates para que os próprios trabalhadores tomem em suas mãos as lutas mais importantes contra o governo golpista de Temer. Promovem dias de luta sem o protagonismo dos trabalhadores, como se somente os sindicalistas trancando ruas em alguns dias fosse suficiente para parar o país e barrar os ataque do governo.

Essa oposição moderada e burocrática faz parte da tática desses setores de desgastar o governo Temer para que o petismo retorne em 2018 como uma alternativa eleitoral. Porém, os ataques do governo vão muito além das eleições e retirarão direitos históricos conquistados pelos trabalhadores. Não há tempo para trégua, é necessário mobilizar desde as bases, em cada categoria, com o apoio dos estudantes que ocupam escolas e universidades pelo país, e erguer um plano de lutas que possa parar o Brasil e barrar os ataques de Temer.⁠⁠⁠⁠




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