Polícia pró-Bolsonaro tortura mulher que defendia #EleNão

A polícia que, como braço armado do Estado, já cumpria seu papel de repressão nas favelas, contra negros e pobres, agora se volta com mais força para defender o reacionário herdeiro da ditadura militar, Jair Bolsonaro (PSL).

Douglas Silva

Estudante da UFJF

quinta-feira 11 de outubro| Edição do dia

Nos últimos dias não são poucos os casos envolvendo agressões contra homossexuais, negros e pessoas de esquerda. A violência sistemática, presente no cotidiano de todo trabalhador e negro desse país, se legitima agora pelo discurso do principal expoente da extrema direita brasileira, fruto do golpe institucional que veio aprofundar os ataques contra os trabalhadores.

Um dos casos desses últimos dias, foi a tortura policial, tão defendida pela família Bolsonaro, contra uma mulher em defesa do #elenão.

“O policial que me abordou na rua, que me agrediu, que me chutou no chão, que me deu a rasteira, ele olhou para minha cara e falou assim: ‘Ele não? Você acha gostoso? Não era isso que você queria? Eu só tiro você daí se você falar ‘ele sim’”, contou a cozinheira e doula Luisa Alencar. Os policiais pró-Bolsonaro, não deixaram de declarar seu apoio ao reacionário ex-capitão. A violência policial ocorreu na segunda-feira, dia 9 de outubro, na 64ª Delegacia de Polícia, no bairro Jardim Coimbra, em São Paulo.

Luisa foi abordada, próximo a sua casa, enquanto fazia um estêncil com a hashtag, que levou milhares de mulheres às ruas contra Bolsonaro no primeiro turno das eleições, #elenão.

“Os policiais nem me chamaram nem me advertiram verbalmente, eles já chegaram me agredindo”, disse. Um deles arrancou sua mochila, torceu seu braço e a algemou. “Enquanto ele me prensava na parede, ele começou a gritar no meu ouvido: ‘Sua puta, ele sim, sua puta, vagabunda, ele sim. Não vai ter mais nenhum vagabundo igual a você na rua fazendo essas merdas’.”

O policial pediu para que a cozinheira cruzasse as pernas e depois deu uma rasteira. “Eu caí de peito no chão. Ele já prensou minha cara no chão e continuou falando ‘sua puta petista, fedida’. Ele ficou ali me agredindo.”

Com toda violência promovida pela polícia de São Paulo, Luisa só foi liberada após às 18:30, depois que obedeceu às ordens do policial e falou “ele sim”.

A tortura promovida pela polícia contra Luisa, não se trata de uma nova prática da Polícia Militar, mas de uma ação frequente por parte do aparelho de repressão do Estado. Uma prática que hoje tende a se legitimar ainda mais pelo discurso odioso de Bolsonaro que faz coro com um judiciário golpista, parteiro do golpe institucional e seu filho herdeiro da ditadura militar, e das Forças Armadas, defensora das “mãos de ferro” de Bolsonaro e suas medidas anti-trabalhadores e anti-popular.

Para vingar aqueles agredidos, torturados e mortos, como Marielle e mestre Moa, precisamos nos organizar a partir de cada local de trabalho e estudo, com assembleias e comitês de luta contra Bolsonaro e a extrema direita que, com as mãos sujas de sangue, buscam implantar um regime reacionário para seguir aprofundando de forma ainda mais dura todos os ataques contra os trabalhadores em benefício dos capitalistas e patrões.




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