Sociedade

Polícia de SP criminaliza pesquisa de grande estudioso sobre entorpecentes no Brasil

Elisaldo Carlini, pesquisador da Unifesp que pesquisa os efeitos medicinais da maconha à 50 anos, foi intimado a depor pela polícia de São paulo, com a absurda acusação de apologia ao crime.

sexta-feira 23 de fevereiro| Edição do dia

O psicofarmacologista, pesquisa os efeitos medicinais da maconha, mesmo assim que depor a policia de São Paulo por ser acusado de apologia ao crime, nessa quarta-feira (21). Pesquisador de 88 anos, reconhecido por vários lugares do mundo com sua pesquisa que possibilitou fazer remédios a base de Cannabis sativa, também diretor do Centro Brasileiro de Informação sobre drogas psicotrópicas (cebrid). Ou seja, o renomado pesquisador tem uma grande carreira dedicada a pesquisa dos efeitos das drogas e o que delas pode ser extraído para avançar na ciência, e mesmo assim tem seus estudos criminalizados pela polícia de São Paulo.

O pesquisador apesar de defender o uso medicinal da planta recrimina o seu uso recreativo. Ainda assim, nesse momento da conjuntura no Brasil, é o que basta para ter sua pesquisa sobre entorpecentes sob a ação repressora e censora da polícia.

Um momento em que uma pesquisa acadêmica tem intervenção da polícia é o momento de discutir a legalização das drogas, porque já foi comprovado que a maconha, até mesmo pelo psicofarmacologista, pode trazer diversos benefícios à sociedade, e trazer um avanço a ciência e medicina. Outra grande questão que esse tema traz a tona é o por que a criminalização das drogas ? E por que hoje em dia estudar elas pode ser caso de polícia, sendo que foram descobertos diversos avanços tendo elas como matéria prima ?

Temos que ser contra a criminalização das drogas, e contra a censura que o pesquisador Carlini sofreu da polícia de São Paulo. As drogas devem ser legalizadas e colocadas sobre controle da classe trabalhadora, para que consigamos ainda mais avanços na ciência e que as empresas não tenham mais um monopólio para explorar.




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