Política

Polícia cega manifestante e atira na boca de jornalista: Folha e Estado pedem mais sangue

A Folha e o Estado de São Paulo exigem mais sangue de manifestantes em seus editoriais do dia 02. Querem impor o medo. Única forma de aprovar um programa de governo odioso de um governo golpista. Seu ódio ensina.

Diana Assunção

São Paulo | @dianaassuncaoED

sexta-feira 2 de setembro| Edição do dia

No quarto dia seguido de manifestações em São Paulo contra o golpe institucional houve nova repressão policial. Primeiro tentaram intimidar a manifestação com demonstração de imenso aparato policial. No terceiro dia, com violência inaudita a polícia de Alckmin cegou uma manifestante, ontem, em nova repressão alvejaram na boca a um jornalista.

A revista Vice tweetou um breve vídeo mostrando a violência sofrida por um repórter que foi alvejado na boca:

Enquanto isso, os grandes jornais paulistas, a Folha e o Estado de São Paulo, pedem mais e mais sangue de manifestantes. Sabem que seu programa de governo só consegue ser aprovado com um silêncio de cemitério nas ruas. Por isso seus editoriais de AI-5. Como na Folha com seu “Fascistas à solta” e o Estado com “Baderna como legado”.

Fascista é a polícia assassina de negros nas favelas e periferias do país, autoritários aqueles que seqüestraram, roubaram o voto de milhões para colocar um representante seu, da Casa Grande, que agora pressionam (incluindo matérias sobre o papel de Temer no acordo de Renan para salvar Dilma, incentivando alas rupturistas do PSDB) para que nos ataque rápido sob pena de romperem com ele.

Temer talvez não se mova com a velocidade com que demandam. Mas toma junto a governadores golpistas como Alckmin e Sartori uma série de medidas para escalar as formas de obter consenso via coerção. Assim Temer acionou e deu carta branca para o exército agir com sua delicadeza democrática frente a manifestações contra a tocha paraolímpica e Alckmin proibiu as manifestações na Paulista nesse domingo.

Não se pode prever ainda se conseguirão amedrontar a juventude que mesmo sob repressão toma as ruas em várias cidade do país. Mas algo já é certo, se conseguirem, terão uma paz efêmera. Seu programa é odioso. Seu governo é golpista. Cedo ou tarde ergueremos um novo junho dessa vez superando toda paralisia dos sindicatos da CUT, CTB que estão deixando passar os ajustes, primeiro de “seu” governo, agora do golpismo. A juventude vem de 2013, vem da onda nacional de ocupação de escolas. De primavera feminista. Amanhã vai ser maior!

Escutem golpistas, escutem editorialistas saudosos do AI-5: sua vitória efêmera está sendo feita arrancando sangue. A juventude e os trabalhadores dia a dia aprendem e aprenderão mais e mais com seu programa de governo e seus métodos policiais a ter o mesmo ódio por vocês do que o ódio que vocês nutrem contra os manifestantes.




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