Internacional

Polícia assassinou a tiros um manifestante nos Estados Unidos

Após a ordem de Trump para o uso das forças da Guarda Nacional, a repressão se intensifica sob a responsabilidade dos governadores. À noite, o presidente anunciou um toque de recolher nacional.

terça-feira 2 de junho| Edição do dia

Sob o pretexto de "dissipar uma manifestação", a polícia de Louisville, Kentucky, abriu fogo na segunda-feira, contra centenas de pessoas que estavam protestando contra o assassinato de George Floyd. Além de uma vítima fatal, a repressão também resultou na prisão de 40 manifestantes.

Isso aconteceu depois que Trump estimulou o exército e a Guarda Nacional a atirar diante dos protestos e saques, além do fato de que decretou toque de recolher em várias cidades. Fotos e vídeos circularam nas redes sociais, nas quais se observa como as forças repressivas abrem fogo sobre os manifestantes.

Os policiais de Louisville se justificaram dizendo que os manifestantes abriram fogo, mas testemunhas afirmam que foi apenas uma manifestação frente ao toque de recolher.

Como uma resposta para a exigência de se explicar o tiroteio, o chefe da Polícia Metropolitana de Louisville foi suspenso. Mas é claro que não se trata da suspensão ou detenção deste ou daquele elemento da polícia ou da Guarda Nacional, mas de instituições que estão a serviço da manutenção da ordem existente.

Durante o desenvolvimento de protestos nos EUA, é mostrado mais uma vez que, nos momentos de ascensão da luta, os governos tomam as ruas com suas Forças Armadas para impedir o questionamento de um regime que se diz democrático, mas que é profundamente racista e autoritário. No entanto, longe do que eles estão procurando, a repressão gerou uma resposta ainda mais dura por aqueles que compõem os protestos.

A raiva incontrolável contra a violência racial se espalhou em várias cidades dos Estados Unidos, atingindo um protesto massivo do lado de fora da Casa Branca, no domingo, que cercou Trump, forçando-o a apagar as luzes e se refugiar em seu bunker.

Além dos governos locais e das diferenças entre republicanos e democratas, ambos os partidos mostraram que não planejam deixar que os protestos aumentem em seus questionamentos, e implementaram operações repressivas brutais.

Diante do aumento de formas repressivas, é vital a solidariedade internacional com os protestos nos Estados Unidos.




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