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Polícia Militar relembra Operação Tarantula com prisão de 9 travestis no Largo do Arouche

Ontem, 05/10, 9 travestis foram detidas pela Polícia Militar e levadas à delegacia, sob acusação prostituição em suposta área escolar. Após a chegada na delegacia, a denuncia foi alterada para desacato a autoridade.

Virgínia Guitzel

ABC Paulista | @virginiaguitzel

sexta-feira 6 de outubro| Edição do dia

Segundo o Coletivo Arouchianos, na tarde de ontem, as 15:00, um grupo da Polícia Militar, liderado pelo Sargento Pires, conhecido pelas LGBTs da região pelas suas humilhantes operações LGBTfóbicas, abordou e deteve 9 travestis que circulavam pela Praça da República, alegando prostituição e desacato.

Elas permaneceram detidas até as 22:00. Esta operação faz parte de uma crescente de operações que busca retirar a população LGBT desta região da capital paulista, conhecida justamente por ser frequentada pelas LGBTs. Somada as políticas do atual prefeito de São Paulo, João Dória que está querendo expulsar as LGBT do Arouche para transformar o espaço num Boulevard Francês, um espaço gourmet e elitista. João Dória e o Sargento Pires são responsáveis por essa ação arbitrária.

Veja o vídeo do Coletivo Arouchianas denunciando:

Não à toa uma ação tão repressora foi realizada com nove travestis, quando as pessoas trans seguem marginalizadas e criminalizadas na prostituição, totalizando 90% destas.

Repudiamos a ação da Polícia Militar que neste caso evidencia ainda mais sua herança da Ditadura Militar onde assassinava travestis e LGBTs em São Paulo, assim como a Operação Tarantula pós ditadura militar e onde caçava as travestis para atirar seus corpos no Rio Tietê , assim como casos emblemáticos de assassinatos impunes como a Laura Vermont. Para enfrentar essa repressão, é necessário um movimento LGBT combativo e independente do Estado que só serve para nos criminalizar ou mentir sobre vivermos no país recordista em assassinatos LGBTs. Exigimos também a descriminalização da prostituição e a despatologização das identidades trans.

Temer, Feliciano e a justiça quando acata à uma liminar que permite terapia de reversão sexual legitimam a ação da polícia. É contra estes e consequentemente contra o capitalismo a nossa luta.




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