POLÍCIA RACISTA

Polícia Militar racista do Paraná reprime ensaio do grupo Maracatu Baque Mulher

A polícia militar do Paraná reprimiu absurdamente o ensaio de maracatu do grupo Baque Mulher que ocorria na orla da praia da Brava de Caiobá, município de Matinhos.

sexta-feira 24 de janeiro| Edição do dia

A polícia militar interrompeu o ensaio do Maracatu Baque Mulher que ocorria na orla da praia de Brava de Caiobá nessa quarta-feira (22) no município de Matinhos (PR).

Os policiais além de apreenderem de forma autoritária os instrumentos do grupo, detiveram e encaminharam três jovens para a delegacia por desacato.

De acordo com as integrantes do Maracatu Baque Mulher, grupo que existe desde 2016 na cidade e ensaia toda semana na orla da Praia de Caiobá, a polícia chegou ao local e arbitrariamente começou a apreender os instrumentos e insultar as mulheres do grupo. "Eles chegaram em quatro viaturas e oito policiais e um deles estava muito alterado. Assim que eles chegaram, nós paramos o que estávamos fazendo e apresentamos o nosso documento", afirmou uma integrante do Maracatu Baque Mulher. Segue abaixo nota divulgada nas redes sociais pelo grupo:

A polícia alega que foi acionada para o local após um morador reclamar do barulho. De acordo com o grupo, os ensaios ocorrem durante a manhã para evitar perturbações à vizinhança e nunca tiveram problemas como esse.

Trata-se de mais uma ação absurda de repressão e censura da polícia que muito longe de promover ‘segurança’ existe para manter o privilégio de uma classe e a ordem do Estado burguês. É a polícia racista e machista que reprime a juventude negra periférica, as manifestações dos trabalhadores e juventude por condições digna de trabalho e direitos mínimos elementares para a reprodução da vida. Não esquecemos a brutal e escandalosa repressão da polícia militar do estado do Paraná aos professores em 2015. É a polícia que persegue e insulta as manifestações artísticas de matriz africana tal como ocorreu na orla da praia Brava de Caiobá.




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