GREVE DOS CORREIOS

Polícia Militar tenta impedir carreata de trabalhadores dos Correios em greve no Rio de Janeiro

A Polícia Militar no Rio de Janeiro tentou impedir nessa quarta-feira, 26, a carreata dos trabalhadores dos Correios em greve, cercando com viaturas o carro de som do Sintuff para calar a voz dos ecetistas em luta.

quarta-feira 26 de agosto| Edição do dia

Desde o início da carreata, que foi convocada para começar 11h com concentração no Sambódromo com destino à Candelária, a Polícia Militar não deixou ningúem falar no carro de som do Sintuff. As falas sobre a greve e em solidariedade com os trabalhadores estavam ocorrendo, e durante uma saudação do vereador do Psol, Babá, e a polícia cercou a van para impedir que continuasse, uma atitude totalmente repressiva.

DENÚNCIA URGENTE | A Polícia Militar no Rio de Janeiro reprimiu nessa quarta-feira, 26, a carreata dos trabalhadores dos Correios em greve, impedindo que o carro de som ficasse na frente da sede dos Correios na Praça Onze. Um dos carros de som do sindicato continuou falando, e a polícia cercou para impedir. Confira.

Publicado por Esquerda Diário em Quarta-feira, 26 de agosto de 2020

Mais uma vez a polícia de Witzel atua não só para reprimir a população pobre nas favelas, com seu caráter abertamente racista, mas também para calar os trabalhadores em luta.

Os trabalhadores estão se mobilizando contra o ataque a direitos básicos dos correios, como o adicional noturno, das comissões de acidente de trânsito, do auxílio para dependentes/filhos especiais, diminuição do reembolso do auxílio creche/babá, entre tantos outros, que tem como objetivo abrir a porteira da privatização dos Correios. Uma privatização que atingirá a população com a cobrança das entregas e retirada das agências do interior, pois a prioridade não será o serviço, já bastante precarizado, mas o lucro dos monopólios capitalistas, inclusive estrangeiros.

A greve já tem mais de uma semana e marca a luta dos trabalhadores dos Correios contra a sanha privatista de Bolsonaro/Guedes para acabar com o serviço público enquanto permitem que o presidente da estatal General Floriano Peixoto, ganhe mais de R$ 1 milhão por ano, quando a maioria da categoria não recebe mais do que 2 salários mínimos. Querem retirar mais de 70 pontos do acordo coletivo votado em 2019 e contam com a ajuda do STF para manter esse ataque brutal.

O Esquerda Diário rechaça totalmente a atuação da polícia contra o direito dos trabalhadores se expressarem. Estamos nos somando às ações da greve em várias cidades, chamando os partidos de esquerda, militantes de movimentos sociais e sobretudo o conjunto dos sindicatos, a batalharem pelo mais amplo e ativo apoio a essa luta.

Veja mais: Greve nos Correios: 6 motivos pelos quais você deve apoiar a luta dos trabalhadores




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