Sociedade

POLÍCIA ASSASSINA

Polícia Carioca mata estudante negra em tiroteio na Pavuna

Na tarde desta quinta-feira mais um tiroteio acaba em tragédia no Rio de Janeiro. Durante tiroteio entre policiais que faziam operação no complexo da pedreira/Pavuna e traficantes, Maria Eduarda Alves da Conceição, estudante de 13 anos do ensino fundamental da Escola Municipal Daniel Piza, foi atingida por um tiro de fuzil as 17h durante a aula de Ed. Física na escola.

sexta-feira 31 de março de 2017| Edição do dia

O assassinato da jovem negra e sorridente que aparece na foto gerou revolta nos moradores do bairro da Fazenda Botafogo, bairro vizinho ao da escola. Protestos começaram por volta das 18h com a interdição da Av. Brasil por mulheres sentadas no chão. Manifestantes incendiaram lixeiras e ônibus, interditaram vias por diversos momentos e montaram barricadas pelos arredores. Na sequência a polícia foi acionada para reprimir a manifestação e se confrontou com os manifestantes.

Vídeos assustadores da operação, divulgados via WhatsApp, mostram momento em que policiais militares do 41º batalhão executam com tiros de fuzil a queima roupa dois homens deitados em frente à escola Daniel Piza - que seriam os supostos traficantes segundo a PM. Mais cedo a PM havia divulgado que as mortes correram na troca de tiros. Segundo o jornal O Globo, o batalhão é um dos que mais registram "autos de resistência", e onde há casos de policiais que chegam a disparar 300 projéteis por mês.

Em nota o prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Marcelo Crivela, declarou que lamenta profundamente a morte da estudante, mostrando sua enorme capacidade de ser publicamente hipócrita. Vale lembrar que assim que assumiu o mandato, o prefeito defendeu o reforço das políticas repressivas a partir do reforço da Guarda Municipal (a mesma que colocou para reprimir os trabalhadores da CEDAE em greve) e a sua integração com a Policia Militar, Civil e Força Nacional.

Episódios como esse escancaram que o verdadeiro papel da polícia, que não tem nada a ver com garantir a segurança pública, mas sim reprimir os trabalhadores, a juventude e o povo pobre, e exterminar a população negra.




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