Cultura

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Poema sem palavras

Juca Lima

São Paulo

quarta-feira 14 de setembro| Edição do dia

13 de agosto
de um ano atrás. uma noite
e silêncio e medo. toque
de recolher. vinte
ou mais? peitos
cessaram
num estalo grave e seco
dum gatilho covarde
vermes

e nos tempos recentes
também portas cerraram
rombos bancários
vidas inteiras moldando o metal e filhos e sonhos
encolhem a conta gotas
ou bruscamente?
cano finta drible
de magnata
parasita

e essa noite última
ardeu
um fogo aniquilador
de moradas
não de sonhos
possíveis e grandes
não de ódio ainda mais. escorre
a dor do peito
aos olhos. coisa feita?

mas Osasco não está sozinho
nem na desgraça
nem na esperança




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