Pobreza está crescendo e já atinge 23,3 milhões no Brasil

Entre o fim de 2014 e 2017, o número de pessoas que vive com menos de R$ 233/ mês cresceu em 33% no Brasil, segundo dados do Centro de Políticas públicas da FGV Social.

quinta-feira 6 de setembro| Edição do dia

Entre o fim de 2014 e 2017, o número de pessoas que vive com menos de R$ 233/ mês cresceu em 33% no Brasil, segundo dados do Centro de Políticas públicas da FGV Social. Trata-se de 23,3 milhões de pessoas pobres, número maior do que a população do Chile. Pelo critério de ter uma renda inferior a R4 233/ mês, o total de pessoas nessa situação passou de 8,4% para 11,2%.

Os avanços contra os trabalhadores como a recente aprovação da lei da terceirização irrestrita pelo Supremo Tribunal Federal golpista, da Emenda Constitucional 95 que congela gastos em saúde e educação por 20 anos e da reforma trabalhista vieram para fazer com que o povo pobre pague pela crise que os capitalistas criaram. Além de precarizarem as condições de trabalho e aumentarem o desemprego, os golpistas que são parte fundamental no aumento absurdo no número de pessoas que vivem com menos de R$ 233/ mês ainda querem apagar nossa história, como aconteceu com o descaso que fez com que o Museu Nacional pegasse fogo.

Enquanto alegam a necessidade de aplicar os ataques com o argumento de crise, os juízes privilegiados seguem aumentando cada vez mais seus salários, ganhando absurdos por mês. Recentemente, tiveram um aumento de 16,8%, enquanto 23,3 milhões de pessoas vivem com menos de R$ 233. Hoje, esses juízes manipulam as eleições e querem tirar o direito fundamental do povo decidir em quem votar, ao não permitirem que Lula seja candidato.

Grande parte dos gastos do governo é direcionada para o pagamento da dívida pública. Essa dívida ilegal, ilegítima e fraudulenta que foi paga religiosamente pelos governos do PT enriquecendo as grandes empresas e submetendo o país ao capital estrangeiro foi a 77% como proporção do PIB nos últimos anos. Ela, no entanto, só serve para garantir o lucro dos patrões enquanto os trabalhadores pagam pela crise. Para que as pessoas tenham seu direito garantido de uma vida digna de ser vivida, é preciso que não paguemos a dívida pública.

Precisamos ir contra a continuidade do golpe institucional que só serve para atacar os trabalhadores, contra o judiciário golpista. Só assim para dar uma resposta à altura aos capitalistas de que não vão pagar pela crise e nem aceitar que a pobreza continue aumentando.




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