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Plural ameaça emprego dos trabalhadores em pleno Natal

A Plural é uma gráfica industrial do grupo Folha de São Paulo em parceria com a multinacional líder no mercado gráfico, Quad Graphics. Recentemente o grupo Folha de São Paulo, controlado pela família Frias, uma das mais ricas do país, teve lucratividade recorde com as ações de empresas como a PagueSeguro, chegando a faturar 2,6 bilhões.

terça-feira 10 de dezembro de 2019| Edição do dia

Nesses últimos dias recebemos pela via da página de Facebook do Esquerda Diário uma denúncia de que uma das gráficas do Grupo Folha de São Paulo, a Plural Industria Gráfica, estaria encerrando a operação do terceiro turno (noturno) da fábrica.

Pelo relato do trabalhador a Plural estaria remanejando os trabalhadores da noite para outros turnos por falta de pedidos e dificuldades financeiras e algou que não faria demissões, mas muitos trabalhadores já desconfiavam que a empresa iria sim cortar muitos postos de trabalho no setor do acabamento gráfico. Hoje fomos até porta da empresa conversar com os trabalhadores e recebemos informações que a fábrica está sim demitindo parte dos trabalhadores e que pretende também mudar a jornada fazendo que trabalhem todos os sábados.

Os trabalhadores também relataram que recentemente a gráfica teve uma alta demanda de serviços imprimindo produtos com alto valor agregado e contratos com o Estado para aplicação de provas para a rede pública de ensino e vestibulares das principais universidade do país. Portanto a alegação de dificuldades financeiras pode ser falsa.

A Plural é uma gráfica industrial do grupo Folha de São Paulo em parceria com a multinacional líder no mercado gráfico, a Quad Graphics. Recentemente o grupo Folha de São Paulo, controlado pela família Frias, uma das mais ricas do país, teve lucratividade recorde com as ações de outra empresas como a PagueSeguro, chegando a faturar 2,6 bilhões.

Se está em crise a empresa tem que provar!

A empresa sempre vai esconder sua situação financeira dos trabalhadores para poder usar isso como argumento para cortar postos de trabalho, terceirizar setores e atacar seus direitos. Portanto os trabalhadores não podem aceitar que uma empresa de um Grupo que rende lucros por décadas para seus acionistas ameace seus empregos dessa forma. Se a Plural está em dificuldades financeiras ela tem que provar isso para os trabalhadores mostrando suas planilhas de contabilidade, dizendo exatamente quais foram os lucros e onde foi parar o dinheiro. Para isso é importante que o sindicato dos gráficos (o Sindigraficos - Força Sindical) precisa desde já organizar os trabalhadores para exigir uma auditoria fiscalizada pelos próprios trabalhadores das contas da empresa e do grupo Folha de São Paulo para provar que o grupo vem tendo lucro e assim impedir que a empresa venha a demitir seus trabalhadores nesse momento do país em que o desemprego só aumenta e oRetour ligne automatique
governo Bolsonaro só ataca dos direitos trabalhistas.

Além disso a Plural industria gráfica emprega diversos trabalhadores das cidades da zona oeste de São Paulo e como alega em seu site tem varias parcerias com a prefeitura do município de Santana de Parnaíba. Portanto é de responsabilidade das prefeituras cobrar responsabilidade social da empresa com os postos de trabalho na região, que geram emprego e renda para as famílias nesses municípios.

Se deixar na mão da diretoria da empresa, seus acionistas e da família Frias os empregos na Plural só vão existir enquanto puderem arrancar o máximo de lucro em cima dos trabalhadores e depois vão jogar todos na rua. Por isso é preciso resistir, exigir que o sindicato defenda os postos de trabalho para que o destino de mais uma gráfica não seja o mesmo da Abril, com centenas de demitidos sem pagamento de recisão ou mesmo da Prol e da RR Donnelley que fecharam suas portas e abandonaram os trabalhadores.




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