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Plenária dos três setores da USP aprova comitê unificado e repudia censura em universidades

Em plenária convocada pelo DCE, ADUSP e SINTUSP, estudantes, funcionários e professores da USP debateram como organizar a luta contra Bolsonaro dentro e fora da universidade. Apesar das diferentes posições e críticas em relação ao papel do PT, todos na plenária tiveram acordo que era o momento de unificar as forças na luta contra Bolsonaro e a extrema direita, buscando ampliar a organização conjunta de ambas as categorias dentro da universidade e votaram um posicionamento comum de que nesse segundo turno defenderão #EleNão.

quinta-feira 25 de outubro| Edição do dia

A plenária também repudiou os diversos acontecimentos de censura contra as entidades que fazem campanha contra Bolsonaro nas universidades e sindicatos. Diversas falas apontaram a necessidade de seguir a luta independente do resultado das eleições, já que a extrema direita segue organizada e a necessidade de ataques vai seguir. Por esse motivo a plenária referendou o indicativo do Sintusp de convocar um comitê de luta das três categorias na próxima quarta feira, dia 31 de outubro, às 17h30 na sede do Sintusp.

Sobre isso, Patricia Galvão diretora do Sintusp declarou: "É muito importante termos aprovado esse chamado unificado para um comitê de luta contra Bolsonaro, o golpismo e as reformas. Em meio a essas eleições manipuladas pelo judiciário golpista, vimos Bolsonaro e a extrema direita crescer, por isso nos posicionamos com o voto crítico em Haddad nesse segundo turno, sem que isso signifique nenhum apoio político ao PT. Agora nessa reta final as pesquisas apontam que diminuiu a diferença e isso fortaleceu a esperança de muitos sobre a possibilidade de uma virada. Compartilhamos dessa vontade de derrotar Bolsonaro em todos os âmbitos, ainda que seja muito difícil uma virada, especialmente diante da manipulação absurda do judiciário e empresários comprando pacotes de disparos via WhatsApp para espalhar fake news. E justamente porque essa extrema direita já disse diversas vezes que não aceitaria o resultado das urnas, nossa tarefa de se organizar desde cada local de estudo e trabalho é fundamental em qualquer cenário, pois a derrota de Bolsonaro não se dará somente nas eleições. Em nosso comitê devemos aprovar também a exigência de que as centrais sindicais e estudantis construam milhares de comitês por todo país para organizando nossa luta contra Bolsonaro, o golpismo e as reformas."

A plenária também referendou o chamado ao ato que acontecerá nessa sexta feira na USP, dia em que diversos cursos também irão paralisar suas aulas para lutar contra Bolsonaro. Sobre isso, Odete Cristina, estudante de letras e militante da juventude Faísca declarou: "Amanhã temos que mostrar nossa força nas ruas, paralisando vários cursos e nos somando as mobilizações que acontecem em diversas universidades como a Unicamp, UFMG, e outras. A UNE precisa voltar às bases e organizar em cada universidade comitês de estudantes que reúnam milhares de jovens que tenham a perspectiva de se aliar a classe trabalhadora para derrotar Bolsonaro, o golpismo e as reformas que o capitalismo quer nos impor. Se Bolsonaro diz que quer acabar com os ativistas, com os vermelhos e impor um escola sem ideologia, que ensine a "verdade" sobre 64, é porque ele tem horror ao pensamento critico e que pela via da força calar o potencial de organização da nossa geração. Nossa resposta precisa ser nos organizarmos cada vez mais, massificando nossas atividades e nos unificando com os trabalhadores. É com essa perspectiva que nós da juventude Faísca viemos construindo a luta contra Bolsonaro na USP e em diversas outras universidades pelo país. Nessa sexta queremos fazer um dia histórico em nossa universidade!"




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