Sociedade

DIREITO A SAÚDE

Plano de saúde nega atendimento à criança após mãe atrasar no pagamento

A criança de pouco mais de 1 ano foi encontrada com cacos de vidro na boca. A mãe procurou atendimento de urgência com o plano de saúde e foi negado, devido ao atraso na parcela.

terça-feira 23 de janeiro| Edição do dia

A empresa que oferece planos de saúde que não foi identificada, negou atendimento hospitalar de caráter de urgência para uma criança de 1 ano e 8 meses. A criança foi encontrada com cacos de vidro na boca e com suspeita de ter engolido o material.

A justificativa fornecida pela empresa foi que o pagamento da mensalidade estava atrasado em 6 dias. A empresa foi condenada a indenizar a mãe no valor de R$30 mil reais por danos morais.

O juiz Francisco Soares da Silva, responsável pela sentença, declarou o absurdo de negar o atendimento nessas condições, e acrescentou que se fosse em caso de consulta médica seria questionável a falta de atendimento. Quando na realidade, ainda que o atendimento negado não fosse de caráter de emergência, e sim uma "mera consulta" como o juiz se referiu, o absurdo reside justamente na falta de acesso à saúde e na transformação de um direito básico da vida em uma moeda de troca com os grandes capitalistas do setor da saúde.

O direito à saúde é constantemente negado à população, que sofre com um projeto nacional de sucateamento do SUS para vender ainda mais a ideia da necessidade de privatizar. Entretanto, casos como este, mostram que a saúde não é uma mercadoria e sim um direito.




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