Política

GOVERNO GOLPISTA

Plano de inclusão produtiva: assim Temer nomeia o fim dos programas sociais

Guilherme de Almeida Soares

São José dos Campos

domingo 28 de agosto| Edição do dia

Depois das eleições municipais, o golpista Michel Temer deve lançar um "plano de inclusão produtiva", que pretende dar uma nova cara para o programa Bolsa Família. Depois de anunciar um reajuste de 12,5% no valor do benefício, o Planalto quer combater a informalidade no mercado de trabalho verificada entre os atendidos pelo programa – cerca de 14 milhões de famílias. De acordo com o governo golpista, a ideia é "estimular que tenham carteira de trabalho assinada, garantindo o recebimento do benefício por um a dois anos mesmo depois de empregados".

“Não tem nenhum retrocesso na agenda social, só temos uma visão diferente: o governo anterior tinha uma visão mais assistencialista, enquanto nós achamos que as pessoas não precisam se conformar com o benefício”, de acordo com o ministro golpista do Desenvolvimento Social e Agrário, Osmar Terra. “Da maneira como está, ninguém sai do Bolsa Família, só entra’’ continuou.

O governo golpista pretende estudar as pequenas incubadoras de startups para jovens beneficiados e parcerias com gigantes do setor de informática a fim de estimular o trabalho precário. Prefeitos cujos municípios registrem a maior proporção de famílias emancipadas receberão diploma das mãos de Temer, fortalecendo o discurso mentiroso de combate à pobreza, e serão premiados – o valor deve ficar entre R$ 100 mil e R$ 3 milhões, segundo Terra.

O governo golpista de Michel Temer deverá anunciar no próximo mês ataques a política de reforma agrária, conferindo aos beneficiados o título de domínio da propriedade e retirando de movimentos sociais, como o MST, o papel de selecionar as famílias. O Planalto também pretende corrigir distorções apontadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que supostamente identificou até casos de servidores públicos beneficiados com a distribuição de terras.

Por trás de argumentos fantasiosos e mentirosos de que o individuo que recebe a Bolsa Família perde o interesse pelo trabalho, assim como "o MST representa o grande mal que o país precisa combater", existe um interesse do governo golpista em buscar qual é melhor forma de fazer cortes nestas áreas sociais. Vale lembrar que chega ser criminoso frente á crise econômica capitalista que gerou mais de 10 milhões de desempregados, que as pessoas não querem procurar emprego por acomodação gerada pelo programa "Bolsa Família".

Como ‘’substituição’’ ao programa Bolsa Família, o governo golpista de Michel Temer quer oferecer postos de trabalho precário para este setor da sociedade que usufrui do programa. Quem ganha com estas medidas são os grandes empresários e banqueiros que utilizam mão de obra barata e precária, para poder enriquecer cada vez mais com os baixos salários e a falta de direitos trabalhistas.

Já em relação á política que o governo golpista tem para a reforma agrária, é um verdadeiro ataque para quem precisa de um pedaço de terra para poder viver. Não podemos confiar num governo que é atrelado aos grandes latifundiários possa trazer algum avanço á reforma agrária, tanto é que utiliza argumentos de que tem servidores públicos usando o programa para legitimar os cortes. O que o governo golpista quer é restringir a terra para pessoas que precisam dela. Isso só favorece os latifundiários por trás deste governo!

Se de um lado, temos que impedir que a direita golpista coloque as garras nestes programas sociais, de outro é preciso debater qual é o caráter destes programas criado pelo governo anterior. Ao contrário que propagandeia o petismo, nem Dilma e nem Lula conseguiram combater a miséria estrutural no nosso país com estas medidas sociais realizada em seus governos.

Em momentos quando existe crescimento econômico, a burguesia através de governos que possuem um caráter mais conciliatório realiza diversas medidas socais para conter o descontentamento das massas. O ex-governo petista só encabeçou estes programas, porque possui um interesse concreto em impedir que os trabalhadores e setores populares da sociedade reivindiquem direitos concretos.
O governo golpista quer acabar com esta mediação criada pelo petismo, pois o que imperialismo deseja é que Temer golpeie duramente os trabalhadores e setores populares da sociedade. Porém a direita golpista sabe, se ela acabasse de uma vez com estes programas teria que enfrentar um descontentamento de massas de um setor que precisa destas medidas para poder viver.

É preciso um plano de luta contra os ataques do governo golpista e os dos demais governos e as demissões imposta pelo os patrões. É preciso lutar contra a terceirização e toda forma de trabalho precário. Para que os trabalhadores consigam trabalho digno, educação e saúde pública e de qualidade, é preciso que os trabalhadores e demais setores populares da sociedade consiga impor por meio de sua mobilização independente uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana, assim como batalhar contra a censura à esquerda promovida pelo Judiciário reacionário brasileiro, a fim de que surja uma alternativa política dos trabalhadores à esquerda do PT.




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