Política

PRIVATIZAÇÃO

Plano de Bolsonaro e Guedes para desmonte do BB incluíra demissões de trabalhadores

O anúncio da chamada reorganização institucional foi dado nesta segunda-feira (29) pelo Banco do Brasil. O novo programa, que pretende "realocar pessoal", significa demissões massivas de milhares de trabalhadores. A própria equipe econômica projeta que podem chegar a 3 mil o número de funcionários atingidos pelas mudanças.

segunda-feira 29 de julho| Edição do dia

Quem não tiver interesse em se desligar, será priorizado no processo de preenchimento das vagas e aqueles que perderem a função manterão sua renda pelo período de 120 dias”, diz o BB, sinalizando que pode reduzir o valor do salário de funcionários que não pedirem demissão.

Em nota publica o banco alega ter vagas e excessos nas unidades e pretende extinguir 333 agencias, tornando-as "postos de atendimento avançado", ou seja, sem funcionários para auxiliar os clientes e tornar ainda mais complexo o serviço prestado.

Entre março de 2017 e março de 2019, o BB reduziu o número de funcionários de 100 mil para 96,6 mil. O total de agências tradicionais caiu de 4.436 para 4.096. As agências digitais e especializadas passaram de 441 para 620.

Não se trata de melhorar o serviço, muito menos gerir melhor os recursos, mas sim de um plano de preparação para o avanço da privatização de Guedes e Bolsonaro. Querem ampliar a concorrência para sinalizar ao mercado sua disposição para os padrões estabelecidos.

Desde as eleições, no final do ano passado, Paulo Guedes vem falando sobre a possibilidade da fusão entre o Banco do Brasil e o Bank of America. Um intento que só pode ser aplicado com mudanças profundas nos "costumes culturais e operacionais" de um banco público como o BB. O novo plano de reestruturação serve a esse objetivo, se adequar cada vez mais aos interesses do mercado e se tornar mais "atrativo" para associações desse tipo.

Bolsonaro e Paulo Guedes querem vender todas as riquezas do nosso país, essa é a intenção com o BB, bem como com a Embraer, Petrobras e tantas outras empresas nacionais. Pra os trabalhadores e a população isso vai significar milhares de famílias na rua, salarias rebaixados, precarização do trabalho e piora nos serviços.




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