Educação

GOVERNO BOLSONARO

Pisa mostra baixos índices na educação e Bolsonaro elogia Weintraub e sua precarização

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), divulgou os dados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) mostrando a precarização da Educação Pública no Brasil. Enquanto isso Bolsonaro elogia a administração do ministro Abraham Wintraub e seu programa de destruição do ensino e das universidades federais.

quarta-feira 18 de dezembro de 2019| Edição do dia

Nessa quarta-feira (18) o presidente Jair Bolsonaro elogiou seu ministro da educação, Abraham Weintraub, dizendo que este fez um trabalho excelente ao decorrer do ano. Além disso, o presidente apontou uma possível reforma de ensino em 2022 para a aplicação da disciplina de Educação Moral e Cívica no ensino público e, ainda, criticou novamente o educador Paulo Freire, que já havia sido chamado de “energúmeno” por Bolsonaro na última segunda-feira.

O Ministro da Educação de Bolsonaro, Abraham Weintraub, vem sendo título de notícia há semanas com suas declarações absurdas. Além de ser o encabeçador dos cortes na educação anunciados no início do ano, que buscam a precarização cada vez maior do ensino público brasileiro, o ministro ainda anunciou recentemente, em uma declaração falsa e pretenciosa, que nas Universidades Federais há plantações de maconha e laboratórios voltados para a fabricação de drogas sintéticas. Quando chamado na Câmara para esclarecer essa afirmação, Weintraub reafirmou suas falsas denúncias e voltou a atacar as Universidades. Já tendo também feito diversos ataques à autonomia universitária, o ministro defende que, para acabar com as supostas drogas que são desenvolvidas nas universidades, é necessário a presença de policiais militares nos campus.

Fruto desse governo que busca destruir a educação, uma pesquisa demonstrou índices que apontam para a crescente distância entre a educação dos ricos e a educação dos pobres no Brasil. A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), divulgou os dados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), nos quais fica evidente que alunos mais pobres, comparados aos ricos, possuem maior dificuldade de fazer operações matemáticas básicas ou entenderem uma ideia central de um texto. Frente a isso, Weintraub acusa os governos do PT e volta a repetir que com Bolsonaro irá ser diferente.

Turmas lotadas e salas fechadas, falta de infraestrutura e salários de fome é parte do que torna os dados da OCDE alarmantes quanto ao desempenho dos alunos. Ao lado disso, a direita com o "Escola Sem Partido" e suas variações, avançam contra a liberdade do professor em debater questões fundamentais do cotidiano dos alunos, como gênero, sexualidade, racismo, entre outros temas fortemente combatidos pela extrema-direita reacionária e conservadora. Bolsonaro, por sua vez, ainda afirmou nesta quarta-feira (18) que o projeto de lei do Escola Sem Partido está sendo posto em prática mesmo sem ter sido aprovado e culpou o filósofo Paulo Freire pela má qualidade do ensino brasileiro.

Weintraub e Bolsonaro utilizam-se de um discurso moralista para atacar cada vez mais a educação e as Universidades Públicas, que são polos de resistência ao governo. Além disso, a censura e o ataque frequente a Paulo Freire só escancaram o caráter conservador do governo, que busca desqualificar e precarizar os profissionais da educação. O projeto de Escola Sem Partido, juntamente com os cortes e o Future-se, tira a liberdade das escolas e universidades, que devem ser um ambiente democrático e vivo, que fomente a apropriação da cultura e do saber pela classe trabalhadora. É na escola que a juventude e os trabalhadores devem ter acesso a todas as posições ideológicas e políticas, para que possam fazer suas próprias experiências políticas.




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