Cultura

MÚSICOS EM DEFESA DA PALESTINA

Pink Floyd declara apoio a ativistas pró-Palestina

Não pela primeira vez, os membros da banda Pink Floyd, um dos mais importantes grupos de rock de todos os tempos, declararam publicamente seu apoio à luta do povo palestino. Dessa vez, se manifestaram em apoio ao grupo Women's Boat to Gaza, que sofreu repressão das forças militares israelenses.

Fernando Pardal

@fepardal

quinta-feira 6 de outubro| Edição do dia

Em sua página no Facebook, Roger Waters fez a seguinte postagem:

Também na página oficial do grupo no Twitter, foi transmitida a mensagem em apoio e o repúdio à repressão feita pelas forças militares israelenses contra o grupo de mulheres que se dirigia à Gaza para expressar seu apoio à luta do povo palestino e contra o massacre de Israel:

Roger Waters já havia declarado antes da detenção do barco o seu apoio no Facebook direto da Cidade do México:

O Women’s Boat to Gaza e o Freedom Flotilla Coalition

O grupo Women’s Boat to Gaza faz parte da campanha Freedom Flotilla Coalition, um “movimento solidário de pessoas feito de campanhas e iniciativas de todo mundo trabalhando em conjunto para encerrar o cerco em Gaza.”


Símbolo dos barcos de mulheres por Gaza.

Esses barcos, a mais recente iniciativa da Freedom Flotilla Coalition, reuniram mulheres de todo o mundo em uma embarcação partindo de Barcelona. Os barcos foram batizados como Amal-Hope e Zaytouna-Oliva. De acordo com o site da organização: "Amal symbolizes the hope that we will bring to the shores of Gaza and Zaytouna symbolizes the mighty olive, the tree of life in palestinian agriculture." (Amal simboliza a esperança que nós levaremos para a costa de Gaza e Zaytouna simboliza a poderosa oliveira, a árvore da vida na agricultura palestina).

Eles partiram no meio de setembro, seguindo o mesmo trajeto de outros barcos do movimento que em anos anteriores fizeram o mesmo percurso até a costa de Gaza. As treze mulheres - incluindo Mairead Maguire, da Irlanda do Norte, ganhadora do Prêmio Nobel da Paz - foram detidas pelo exército israelense: duas delas, repórteres da Al Jazeera, foram liberadas e chegaram a Londres e Moscou; as outras onze ainda se encontram detidas, aguardando o processo de deportação.

Wendy Goldsmith, membro da equipe terrestre que trabalha para assegurar a libertação em segurança das mulheres, afirmou que: "A deportação está ocorrendo muito mais rápido do que nos barcos anteriores. Ainda que tenhamos uma ótima equipe jurídica auxiliando as mulheres, nós suspeitamos que a razão para a libertação rápida se deve a toda a repercussão negativa na mídia que Israel está recebendo por essas prisões ilegais, incluindo o apelo da banda de rock Pink Floyd."

O site do movimento ainda informa que:

"Durante sua captura, as mulheres insistiram que o ataque israelense era ilegal e que elas estavam sendo levadas contra a sua vontade para Israel. A campanha Women’s Boat to Gaza afirma que, enquanto o cativeiro das mulheres a bordo de Zaytouna-Oliva pode terminar logo, o cativeiro de 1,9 milhões de palestinos em Gaza permanece. Enquanto o termo ’pacífico’ foi utilizado por algumas mídias para descrever o ataque e captura de nosso barco, esse termo é impreciso. Paz é mais do que a mera ausência de violência física. Opressão, ocupação, negação de direitos humanos e a invasão de um barco de mulheres desarmadas e pacíficas conta a sua vontade não são atividades pacíficas. De fato, enquanto Zaytouna-Oliva se aproximava da Palestina, as forças armadas israelenses lançaram múltiplos ataques aéreos ao longo da Faixa de Gaza.

O Women’s Boat to Gaza e a Freedom Flotilla Coalition irão continuar a navegar até que a Palestina seja livre."




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