Educação

REPRESSÃO AOS PROFESSORES DE BH

Pimentel e o PT são responsáveis pela repressão aos professores municipais de BH

Coronel Giovanne Silva da PM buscou livrar a cara do governador Pimentel (PT) pela absurda repressão levada a cabo contra os professores da educação infatil no dia de ontem (23), alegando ter partido a decisão, exclusivamente da PM, e de ter seguido o protocolo.

terça-feira 24 de abril| Edição do dia

Não bastasse a absurda repressão da PM ontem (23), que pode ser conferida no vídeo abaixo, contra os professores da educação infantil em Belo Horizonte, no dia de hoje o coronel da PM, Giovanne Silva, em coletiva de imprensa, ainda teve a audácia de se justificar alegando ter "seguido o protocolo".

Segundo o coronel da PM houve uma tentativa de negociação com os manifestantes para que liberassem a circulação em uma das vias. Porém, como em votação os manifestantes decidiram manter o fechamento da via, o coronel deixou avisado de que dali para frente eles adotariam o "uso progressivo da força" contra os manifestantes.

Este uso "progressivo da força" chegou a ponto do batalhão de Choque da PM utilizar o "Caveirão", bombas de efeito moral, balas de borracha, sprays de pimenta e gás lacrimogênio, demonstrando a desproporcionalidade da ação da PM - que ainda levou, de forma abusiva, quatro sindicalistas presos.

A justificativa do coronel de que a força policial "seguiu o protocolo" em nada absolve, ou legitima, o "uso progressivo" - porém totalmente desproporcional - da força por parte da PM. Qual a legitimidade do protocolo de uma instituição que se utiliza de ressalvas "protocolares", como os autos de resistência, para acobertar e garantir a impunidade de seus efetivos?

Mesmo tentando livrar a cara do governador e do prefeito, alegando que a decisão do "uso progressivo da força" partiu exclusivamente da PM, a responsabilidade de Pimentel enquanto chefe das forças policiais estaduais é evidente. Também a responsabilidade do prefeito Alexandre Kalil (PHS), pois era ele que se escondia, atrás das forças policiais, das cobranças dos professores, pela sua promessa de equiparação dos professores da edução infantil com seus colegas do ensino fundamental.




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